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30 de maio de 2009
Dimensões da violência contra crianças e adolescentes, apreendidas do discurso de professoras e cuidadoras
Vera Lúcia de Oliveira Gomes I; Adriana Dora da Fonseca II
I Enfermeira. Doutora em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Professora Titular do Departamento de Enfermagem da Fundação Universidade Federal do Rio Grande (FURG). Líder do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Enfermagem, Gênero e Sociedade (GEPEGS)
II Enfermeira. Doutora em Enfermagem pela UFSC. Professora Adjunto do Departamento de Enfermagem da FURG. Líder do GEPEGS
Atualmente, enfáticas discussões sobre violência vêm sendo evidenciadas após crimes hediondos ou chacinas. Nessas ocasiões, são retomados, pela imprensa e pela população, temas como pena de morte, prisão perpétua, ou ainda, é solicitada a presença do exército nas ruas. Tudo o que pode aumentar a segurança individual e coletiva é lembrado e, se possível, de imediato operacionalizado. Passado o impacto inicial, o interesse volta-se para outros temas, e a violência retorna, mesmo que temporariamente, ao estado latente. A ausência de uma reflexão sistemática sobre o assunto, faz com que a violência não promova "causas, nem história, nem a revolução, nem o retrocesso, mas pode servir para dramatizar queixas e trazê-las à atenção pública". Refletir sobre este tão atual e polêmico tema, enfocando-o em uma dimensão além da puramente emocional, é um dos propósitos deste trabalho.
O termo violência tem sua origem na palavra latina violentia, que significa constrangimento exercido sobre uma pessoa para levá-la a praticar algo contra a sua vontade. pode ainda ser definido como constrangimento físico ou moral; uso da força e coação. Obviamente, qualquer pessoa pode ser vítima de violência, porém é inegável que crianças e adolescentes são os mais vulneráveis.
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