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30 de maio de 2009
Tomando como ponto de partida os conceitos sobre arte e história expressos por Paul Valéry em seus escritos teóricos, pelo filósofo alemão Konrad Fiedler e pelo historiador e crítico de arte italiano Carlo L. Ragghianti, o autor questiona as formas de se compor a história da arte e os seus desdobramentos pedagógicos. Perplexo diante da confiança nas definições dadas a períodos históricos, o autor contrapõe a verdade e a concretidão das obras existentes - que têm a sua própria linguagem, a sua própria forma - à reconstrução histórica, que não é capaz de fazer o passado reviver plenamente e não deixa de ser a projeção parcial de um olhar num passado que não existe mais e que chega até nós através de fragmentos e de enormes lacunas a serem preenchidas.
A história da arte não deve, portanto, ser condicionada à idéia de beleza e muito menos aos limites inevitáveis do gosto. Ela deve saber reconhecer o aparecimento de uma nova visão, que é ampliação da consciência e da experiência. Ela deve reconhecer que o verdadeiro artista não reflete uma visão do mundo, mas acrescenta uma visão ao mundo. "Ao invés de expressar o que se gosta de chamar de conteúdo do seu tempo, a personalidade de gênio - e, portanto, também o artista - oferece, graças à sua própria originalidade, um conteúdo completamente novo à sua época e àquelas que virão, elevando a sua própria visão e a sua própria consciência a expressão e constrangindo a humanidade a apropriar-se delas por um período mais ou menos longo; ele enriquece a cada dia o universo dos homens".
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