Distúrbio da atenção - Entre prevenir e normalizar, que lugar terá o sofrimento
27 de fevereiro de 2009
CONCLUSÃO
Através da observação de Nicolas, de 4 anos de idade e recebido em psicoterapia dentro do enquadramento da consulta de Buttes-Chaumont, procuramos submeter à prova dos fatos clínicos o paradoxo inerente à expectativa social ante a análise de crianças. Vale lembrar que essa expectativa consiste numa normalização dos "sintomas" ou distúrbios dos pacientes jovens, sem levar em consideração a apreensão de seu sofrimento. Um paradoxo como esse tende a prender o terapeuta, muitas vezes à sua revelia, num papel que está totalmente em contradição com sua função. Esse papel consiste em "formatar" a criança conforme um Ideal de Saúde mental e física de acordo com o ideal pedagógico em vigor.
REFERÊNCIAS
MANNONI, Mäud (1965/2002) Le premier rendez-vous avec le psychanalyste. Paris: Gallimard.
MATHELIN, Catherine (2004) "Education, oppression, normes. Figures de la psychanalyse", in Actuel des Folies, n.10, p.13-24.
RELATÓRIO DE IMPRENSA DO INSERM. Disponível em: www.inserm.fr/fr/presse/dossiers_presse/att00000407/DPTroubledesconduites.pdf. Acesso em: 22 de setembro de 2005.
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