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20 de junho de 2008
Nilma Guimarães*
*Nilma Guimarães é graduada e licenciada em Letras Clássicas e Vernáculas pela Faculdade de Filosofia, Letras
e Ciências Humanas da USP. É Mestre em Educação pela Faculdade de Educação da mesma universidade, na
área de Metodologia de Ensino de Língua Portuguesa. Atua como professora de Língua Portuguesa no Ensino
Fundamental e Médio e ministra aulas de Linguagem e Oficina de Monografia em instituições de nível superior
do Sul de Minas Gerais.
Houve, obviamente, uma disseminação de variadas formas de conhecimentos e informações, sobretudo com a chegada da televisão ao Brasil no início da década de 1950. Dessa maneira, a sociedade, de modo geral passou a ter maior acesso a informações, antes restritas a um pequeno grupo intelectual e/ou socioeconômico, que iam desde o panorama sociopolítico tanto nacional quanto mundial, passando pela moda e também pelos bens de consumo. Por outro lado, tornou-se muito mais fácil para a minoria dominante manipular as “massas”. O que ocorreu, principalmente, durante o período da ditadura militar no Brasil, de 1964 a 1984, quando a televisão foi um instrumento muito útil para desviar a atenção da população no que se refere ao contexto sociopolítico e à violência da repressão militar e da polícia política. Assim, foi o que aconteceu em relação à publicidade e ao destaque destinados à Copa do Mundo de 1970 e à campanha do “Petróleo é Nosso!”, que serviram aos propósitos do governo ditador da época. O poder que as mídias, em especial a televisão, exerce sobre crianças e adolescentes chega a ser assustador e nos leva a questionar que tipo de “subjetividades” vem sendo construído, em personalidades ainda em formação, a partir da mimetização de comportamentos estereotipados de grande parte de ídolos e heróis atualmente cultuados por essa geração.
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