Marlei Leles Ferreira
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A partir da verificação do acesso das crianças e adolescentes aos mais variados meios de informação, é que norteou-se essa pesquisa sobre “Sexualidade e Desenvolvimento Humano. Na situação política brasileira atual, discutir sobre sexo é necessário porque essa área se manifesta de forma aguda as relações de dominação de classe, e de sexo. A apropriação do corpo faz parte do conjunto de transformações sociais indispensáveis para que as necessidades humanas sejam atendidas.
Nas últimas décadas, perdemos certezas, mas ganhamos a consciência de que a sexualidade humana, apesar de ancorada no potencial biológico da espécie, é uma construção simbólica, individual e coletiva, que articula nossas relações como nosso corpo, com o corpo do outro, com o corpo da Terra.
Não é muito correto dizer que temos um sexo, do mesmo modo em que dizemos que temos dois olhos, uma boca, etc... O sexo não está restrito a uma certa parte do nosso corpo: os órgãos reprodutores. Sendo assim, é mais exato dizer que somos seres sexuados, que possuímos a sexualidade esculpida em todo o nosso corpo, da cabeça aos pés.
A dimensão dessa sexualidade não está vinculada apenas ao aspecto corporal. Ela tem a ver com o mais profundo do nosso ser, com a nossa razão e com os nossos sentimentos. Sob este ponto de vista, a sexualidade está mesclada em todas as coisas que fazemos no nosso dia- a - dia, pois tudo que realizamos na vida, o fazemos como homem ou como mulher. Daí, uma adequada orientação para a vivência de uma sexualidade mais livre é um importante investimento a favor da mais plena realização humana.
É sabido que muitas pessoas, tanto das gerações passadas como das gerações mais novas, não vivenciam a sexualidade como um modo especial e prazeroso de relacionamento humano. A questão fundamental é a EDUCAÇÃO que recebemos: as mensagens e os modelos de vivência do sexo que as pessoas, com as quais conviveram, passaram para elas.
Os modelos educacionais, até então vigentes, confundem mais que orientam, desvirtuam mais que enobrecem o exercício da sexualidade. Por isso, ela esteve e ainda está muito menosprezada, muito desfigurada. Por falta de um melhor tratamento e de uma merecida valorização, ela foi ficando como que coberta de poeira e de cascões. Portanto a sexualidade está precisando tomar um banho!
Mas a maioria das pessoas nem quer tocá-la, porque é mais seguro deixar as coisas como sempre estiveram.
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Veja também: curso a distância de Sexualidade e a Educação http://www.portaleducacao.com.br/educacao/cursos/cursos_detalhes.asp?id=98