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Seu diretor é motivado?


1 de janeiro de 2008


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Júlio Clebsch

   
A história que apresento, caro assinante, li em uma revista de administração tempos atrás. Não me recordo o nome da publicação. Imagine o seguinte cenário: ele vai durar um ano e se repetirá todos os anos. Dele participam pessoas de todas as classes sociais, culturais e econômicas. Nessa última categoria a coisa é ainda mais impressionante, porque todos compram de seu próprio bolso as ferramentas de trabalho. Muitas vezes, essas ferramentas custam até três meses de trabalho. Pagam seu deslocamento (em média, duas vezes por semana). Ninguém é remunerado. Além disso, muitos ainda batalharão para conseguir levantar uma verba de um milhão de dólares de patrocínio.

Caiu a ficha? É, estou falando do carnaval. Proponha um projeto dessa magnitude ao mais competente dos executivos. Ele dirá que você está delirando. Então, como explicar o sucesso – e o nosso carnaval é um baita sucesso –, a partir de recursos tão escassos, mão-de-obra da mais baixa escolaridade, em locais de altíssimo risco? Aliás, mais um detalhe interessantíssimo a respeito: ninguém é supervisionado. Não precisa. Todo mundo sabe o que fazer e é responsável pela sua parte. Fantástico, não?

Todo gestor deveria ler o livro Atitude é Tudo, de Keith Harell (Ed. Futura). Nele, a motivação é definida como a esperança que transforma atitudes em ações, na tentativa de atender a um desejo e/ou de conseguir um resultado específico. Para o autor, a automotivação – é, a coisa deve começar de cima para baixo – pressupõe, pelo menos, cinco qualidades:

1. Entusiasmo. Para manter-se motivado, você deverá ter metas a alcançar que o deixem entusiasmado e um plano de ação que lhe ofereça feedback instantâneo.

2. Perspectiva positiva. Mesmo que as circunstâncias não sejam ideais, você tem de encará-las pelo lado positivo para conseguir manter-se motivado, porque seu inconsciente aceita as informações que você oferece a ele.

3. Fisiologia positiva. As mudanças fisiológicas podem ajudá-lo a mudar sua atitude. Note como você se sente diferente quando sorri, senta-se ereto na cadeira, levanta a cabeça ou caminha com determinação. Experimente caminhar 25% mais rápido e você sentirá como se tivesse um propósito a ser alcançado.

4. Recordações positivas. Quando se trata de passar de uma atitude negativa para uma positiva, as boas lembranças são como ter dinheiro no banco. Você sempre poderá recordar como a vida pode ser boa quando se sentir triste e excluído.

5. Ter fé em si mesmo e no potencial que Deus lhe deu. Reserve tempo para identificar os talentos, as habilidades e os conhecimentos que fazem de você uma pessoa única, com potencial ilimitado. Ao reconhecer e acreditar na sua individualidade, você desejará desenvolver seus talentos e presenciar a manifestação deles.

Aqui na editora recebo e-mails e cartas de pessoas reclamando da vida, do salário, do emprego. Dizem-se desmotivadas e usam diversos argumentos para justificar suas infelicidades. Como solução, buscam desesperadamente auxílio em livros de auto-ajuda, em palestras motivacionais, cartomantes, gurus, xamãs e demais charlatães.

A cura é bem mais fácil, simples: você gosta do que faz? Sua equipe é apaixonada pelo que faz? Seu diretor é apaixonado pelo que faz? Em caso de dúvidas, uma dica: converse com um amigo inteligente. No mínimo, a conversa sempre será proveitosa e, claro, bem mais barato para as escolas que gastam um bom dinheiro nesses eventos.
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Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.

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