Educação Especial: A Importância De Uma Metodologia Diferenciada Na Avaliação


A inclusão de alunos com necessidades educativas
A inclusão de alunos com necessidades educativas
Resumo
A inclusão de alunos com necessidades educativas especiais tornou-se uma realidade no contexto escolar. Diante deste fato, realiza-se, neste artigo, uma breve revisão histórica, principalmente em nível nacional, sobre o desenvolvimento de políticas públicas em favor da implementação da educação especial.

A legislação garante o acesso e a permanência, mas não efetiva o atendimento, uma vez que o trabalho didático e pedagógico diário do professor pode excluir, não só esse aluno, mas todos aqueles que apresentarem qualquer tipo de dificuldades de aprendizagem. A concepção de avaliação de cada professor acaba sendo o fator indicativo e decisivo para que outras formas de exclusão aconteçam nos espaços escolares

Introdução
Ao observar as dinâmicas, as diversidades, as especificidades e os movimentos em diferentes escolas da Rede Pública de Ensino de Caxias do Sul, percebe-se o grande número de alunos com necessidades educacionais especiais que deixaram a condição de "segregação" e passaram conviver em espaços sociais e culturais. Desta forma, sem pretensões de rever a História da Educação ou momentos históricos que remeteriam a uma linha do tempo, considero importante localizar alguns fatos para que se possa compreender melhor a cronologia da Educação Especial e Inclusiva no Brasil.

Inicialmente é importante levar em consideração que, de modo geral, qualquer coisa ou situação diferente e/ou desconhecida, causa desconforto, desacomodação e até mesmo temor.

Assim, historicamente, a falta de conhecimento sobre as deficiências, contribuiu de forma significativa para a exclusão de todos os portadores. A própria religião teve a sua contribuição ao comparar o homem com Deus.

De acordo com Mazzotta (2005): A própria religião, com toda a sua força cultural, ao colocar o homem como imagem e semelhança de Deus, ser perfeito, inculcava a ideia da condição humana como incluindo perfeição física e mental. E não sendo parecidos com Deus, os portadores de deficiências (ou imperfeições) eram postos à margem da condição humana. (pag.16).

Assim, aos portadores, que apresentavam uma realidade diferente e imutável, era atribuída a condição de segregação, e somente, diante do aparecimento de algumas "lacunas sociais" é que se pode perceber o surgimento de pessoas, leigas ou profissionais, portadoras de deficiências ou não, que se destacaram como líderes e que passaram a sensibilizar, impulsionar, propor ou organizar medidas que objetivavam o atendimento às pessoas portadoras de deficiências.

Estas ações foram responsáveis pelo surgimento dos primeiros movimentos pelo atendimento aos deficientes, que além da percepção da necessidade de se pensar em alternativas educacionais como a construção do conhecimento e qualidade de vida destas pessoas, possibilitaram mudanças na atitude dos grupos sociais partindo rumo à educação especial, encontramos em Mazzota (2005) que os primeiros movimentos de atendimento às pessoas com necessidades especiais ocorreram na França, em 1620, com a edição da primeira obra impressa sobre a educação de deficientes, tendo como título "Redação das Letra e Arte de Ensinar os Mudos a Falar".

Também surgiram diversas expressões que foram utilizadas para referir-se ao atendimento educacional dos portadores de deficiência tais como Pedagogia de Anormais, Pedagogia Curativa ou Terapêutica, Pedagogia de Assistência Social e Pedagogia Emendativa. Já no que se relaciona aos portadores de deficiência física ou mental, somente no início do século XIX é que apareceram as primeiras manifestações.

Artigo por Eliani Maria de Lucena Lorenzi - domingo, 6 de janeiro de 2013.

Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.


colunista

Eliani Maria de Lucena Lorenzi

Eliani Maria de Lucena Lorenzi

Professora de anos iniciais e Coordenadora Pedagógica. Formada em Pedagogia e Pós graduada em Neuropsicopedagogia e Educação Especial Inclusiva


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