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sexta-feira, 30 de novembro de 2012 - 19:40

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Adquirindo a Sintaxe

por: Colunista Portal - Educação

A velocidade da fala das crianças é menor que a dos adultos
A velocidade da fala das crianças é menor que a dos adultos
Sabemos que, para adquirir a linguagem, a criança tem como tarefa básica à apreensão de como se manifestam relações diferentes nos enunciados de sua língua materna e que, para tanto, ela necessita entender como as formas sintáticas são usadas. Para exprimir as relações funcionais entre os termos do enunciado, ou seja, quais formas sintáticas são usadas, por exemplo, para exprimir as relações entre sujeito e predicado; entre modificador e núcleo.

Além disso, ela precisa apreender quais são as formas sintáticas utilizadas na expressão de tempo, número e assim por diante.

Vejamos como isso acontece.

A aquisição da sintaxe ocorre na fase, em que a criança produz as chamadas palavras-frase. Mas, que vêm a ser as palavras-frase? São as palavras que a criança produz parecidas com as sentenças. Ou seja, quando ela diz:

11. “aga!”,
12. “aga, aga, aga”, e
13. “aga?”, ela não está apenas reproduzindo pela imitação um som que ouviu dos adultos. Ela está nos informando que:
11a. “ela está vendo água”,
12a. “ela quer água” e, por fim, está nos perguntando:
13a. “é água?”.

A diferenciação de sentido atribuído ao enunciado de uma só palavra de uma forma gerativa é dada pela aplicação da intensidade e dos marcadores entoacionais.

Menyuk (1975) apresenta algumas observações feitas sobre a estrutura dos enunciados produzidos durante esta fase de desenvolvimento, que são relatadas a seguir.

1 – os enunciados de uma só palavra não pertencem a uma única classe gramatical, podendo ser categorizados. De acordo com as classificações dicionarizadas, em substantivos, verbos, adjetivos e preposições (Menyuk, 1969, cap.2), podendo ocorrer uma grande similaridade nos itens lexicais utilizados por todas as crianças, como, por exemplo, o uso inicial de palavras como.

14. “mama”,
15. “tata”,
16. “papa”
17. “au-au”,
18. “nenê” e, de palavras onomatopaicas, como
19. “tom-tom”;

2 – Os enunciados de uma só palavra não são funcionalmente utilizados para nomear objetos, podendo ser usados ou interpretados como imperativos afirmativos ou interrogativos;

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