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Inclusão Social

Artigo por Michelle Mirttes Albuquerque Feitosa - sábado, 13 de outubro de 2012

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A inclusão social começa no ensino
A inclusão social começa no ensino
Introdução
Inclusão social diz respeito à promoção de uma sociedade adaptada para receber a pessoa com deficiência e deixá-la ser o que ela é, um cidadão. Esse processo deve iniciar na família, posteriormente, nas escolas.

No cotidiano das escolas, contudo, essa política educacional apresentou outras facetas. Nela os diretores procurando atender à orientação de não excluir nenhum aluno do convívio com crianças normais passaram a receber, de forma indiscriminada, crianças com deficiências. Assim, ampliou-se o quadro dessa nova clientela de alunos, sem que se tivesse chegado a um consenso sobre as implicações pedagógicas decorrentes e às medidas a serem adotadas.

Os pais, talvez incentivados pelo movimento da inclusão, passaram a procurar as escolas na expectativa de aí encontrar as condições apropriadas para o desenvolvimento de seus filhos. A escola passou, nesse sentido, a desempenhar um papel ambíguo frente à diversidade: de um lado, abriu as portas aos alunos excepcionais; de outro não se preparou e não passou a oferecer as condições necessárias para a educação dos alunos com necessidades educacionais especiais.

Assim, permaneceu desempenhando programações estabelecidas, de cunho intelectualista cujas ações tornaram-se excludentes, devido entre outras coisas, à falta de formação de professores: o professor regular não aprendeu a lidar com o aluno diferente e o professor especializado não aprendeu a lidar com professor do ensino regular”².

O temor da exclusão social acabou acarretando a um problema ainda maior. Os profissionais precisam não só da capacidade de lidar com as diferenças, mas da empatia de interagir com o outro.

Deve haver um trabalho prévio e compromissado com o bem-estar de todas as crianças. Deve ser realizado um trabalho eficaz de auto-estima e valorização do outro. Não havendo este resgate cairemos em uma “competição injusta” – principal razão para o surgimento de rótulos aos que não se enquadram nos padrões tradicionais de ensino. Nesses casos, em função da diferença, o aluno com dificuldade poderá mobilizar no outro uma “competição injusta”, pois não será apenas o João ou a Maria, mas o “lerdo da classe”, o “pestinha” e “aquele que tem problemas” com outros tantos rótulos.

Os rótulos sejam positivos ou negativos, sempre existiram na história da humanidade e, como tal, sempre acabam influenciando na formação da personalidade escolar de qualquer aluno.
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Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.

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colunista

Michelle Mirttes Albuquerque Feitosa

Graduada em Pedagogia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE/2003), Psicopedagoga (UFAM/2006) e Especialista em Ética (UFAM/2010). Membro da Associação Brasileira de Psicopegadogia/Núcleo Pernambuco (ABPp/PE). Membro da Diretoria (Relações Públicas) da ABPp/PE. Tem experiência na área de Educação, Psicopedagogia, elaboração de Projetos Pedagógicos e Formação de Professores.