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A história dos surdos

Artigo por Colunista Portal - Educação - segunda-feira, 11 de junho de 2012

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A história dos surdos
A história dos surdos
A surdez consiste na ausência total ou parcial de sons, decorrente de problemas auditivos. Ela é tratada para permitir que a comunicação aconteça entre a criança e o mundo ao seu redor e muitos casos permite uso de aparelhos especiais.

As primeiras referências de pessoas surdas são encontradas no povo Hebreu, por meio da Lei Hebraica, na antiguidade. Naquela época, eles eram adorados como deuses, servindo de mediadores entre deuses e faraós do Egito. Já em outras regiões, eles eram lançados ao mar ou de penhascos, ou ainda, oferecidos em sacrifício aos ídolos (deuses). Os surdos eram tratados como seres inválidos condenados à morte.

Sócrates, em 360 a.C., acreditava que as pessoas surdas conseguiam se comunicar entre si e pelos ouvintes. Em outro sentido, os romanos não os aceitavam dizendo que eram imperfeitos, excluindo-os da sociedade. Já Santo Agostinho acreditava que a língua dos surdos era mais que gestos, era a fala deles.

Na Idade Média, John Beverley, em 700 d.C, foi o primeiro a ensinar uma pessoa surda a falar, que se tem registro. Entretanto, foi o espanhol Pedro Pance de León, monge beneditino, que fundou uma escola para surdos e desenvolveu o alfabeto manual, garantindo que eles aprendessem a soletrar as palavras, e conquistando o crédito também como um dos primeiros educadores de surdos da história.

Juan Pablo Bonet, padre espanhol, deu continuidade ao trabalho de León, ensinando os surdos a lerem e a falarem, utilizando outra metodologia, o método oral. Já, John Bulwer, médico britânico, publicou vários livros defendendo o uso de gestos entre os portadores de surdez. Neste sentido, John Wallis (1616 a 1703) desistiu de ensinar os surdos a oralidade, dedicou-se somente a ensiná-los a escrever usando gestos.

O primeiro Instituto Nacional de Surdos-Mudos foi criado em Paris, por Charles Michel de L’Épée, nascido em 1712. Este instituto reconhecia a pessoa surda como um ser que tem a sua própria língua.

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