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1 de janeiro de 2008
Era uma vez uma moça que estava à espera de seu vôo,
na sala de embarque de um grande aeroporto.
Como ela deveria esperar por muitas horas,
resolveu comprar um livro para matar o tempo. Comprou,
também, um pacote de bolachas. Sentou-se numa
poltrona, na sala VIP do aeroporto, para que pudesse
descansar e ler em paz. Ao seu lado sentou-se um
homem. Quando ela pegou a primeira bolacha, o homem
também pegou uma. Ela se sentiu indignada, mas não
disse nada.
Apenas pensou : "Mas que cara de pau ! Se eu estivesse
mais disposta, lhe daria um soco no olho para que ele
nunca mais esquecesse!!!"
A cada bolacha que ela pegava, o homem também pegava
uma. Aquilo a deixava tão indignada que não conseguia
nem reagir. Quando restava apenas uma bolacha, ela
pensou:
"Ah. O que será que este abusado vai fazer agora?"
Então o homem dividiu a última bolacha ao meio,
deixando a outra metade para ela.
Ah!!! Aquilo era demais !!! Ela estava bufando de
raiva ! Então, ela pegou o seu livro e as suas coisas
e se dirigiu ao local de embarque.
Quando ela se sentou, confortavelmente, numa poltrona
já no interior do avião olhou dentro da bolsa para
pegar uma caneta, e, para sua surpresa, o pacote de
bolachas estava lá... ainda intacto, fechadinho !!!
Ela sentiu tanta vergonha! Só então ela percebeu que a
errada era ela sempre tão distraída! Ela havia se
esquecido que suas bolachas estavam guardadas, dentro
da sua bolsa....
O homem havia dividido as bolachas dele sem se sentir
indignado, nervoso ou revoltado, enquanto ela tinha
ficado muito transtornada, pensando estar dividindo as
dela com ele.
E já não havia mais tempo para se explicar... nem para
pedir desculpas!
Quantas vezes, em nossa vida, nós é que estamos
comendo as bolachas dos outros, e não temos a
consciência disto?
Antes de concluir, observe melhor!
Talvez as coisas não sejam exatamente como você pensa!
Não pense o que não sabe sobre as pessoas.
Existem quatro coisas na vida que não se recuperam:
- a pedra, depois de atirada;
- a palavra, depois de proferida;
- a ocasião, depois de perdida;
- e o tempo, depois de passado".
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