As escolas brota no cotidiano a diversidade de saberes
Ao longo da vida, podemos identificar talentos e valores que se encontram na sociedade, embora todos os indivíduos dependam de incentivo, para que ousem brilhar nos espaços que lhe são de direito. Bem sabemos que nas escolas há o privilégio de um espaço, onde brota no cotidiano a diversidade de saberes. Cabe aos órgãos competentes da sociedade manter o foco principal - educação -, que representa fator essencial para que a população realmente receba a mediação e o apoio de que tanto necessita.
Sabe-se que a escola representa um espaço onde o conhecimento é construído, assim como o ambiente familiar é muitas vezes responsabilizado pela educação dos membros que a formam. Porém, jamais devemos esquecer que nenhuma destas duas entidades, sozinhas poderão dar conta de aprimorar conhecimentos ou mediar a educação dos indivíduos. É a união de ambas que permitirá o sucesso tanto no que diz respeito ao aprendizado, quanto à mudança comportamental dos mesmos.
Constata-se então que todos estamos envolvidos num mesmo processo de transição, o qual permite encaminhar as gerações futuras ao propósito de pensar e agir de forma que atenda ao bom convívio que norteia a sociedade. Devemos estar atentos às mudanças, aceitando as diferenças e percebendo-as como o referencial que sintetiza os valores de cada ser humano.
A sociedade deve valorizar os seus cidadãos, não apenas por aquilo que fazem, mas por aquilo que já não são capazes de realizar, por determinados motivos. Quando delegamos uma tarefa ao outro, sabendo que ele não tem conhecimento sobre o assunto, devemos monitorá-lo do início ao término de sua atividade, pois se ele errar, terá o suporte de que necessita. Isto vale para todas as idades.
Sabemos que todo erro é uma tentativa de acerto e aquele que erra, demonstra que quer aprender. Porém, nem sempre o erro é visto desta forma. Muitas vezes, ele é considerado como incompetência, ou falta de interesse em demonstrar que se é capaz.
Indivíduos críticos, competentes e conscientes de seus direitos e deveres colaboram com aqueles que apresentam déficit na execução de suas tarefas, apontando o caminho e mostrando-se aptos ao companheirismo e com seu empreendedorismo e liderança.
Como já ouvimos e sabemos, não somos os mesmos durante o dia e nem seremos os mesmos a vida toda. Urge a necessidade de quebrar a resistência, livrar-se das amarras e reconstruir o saber. Cabe aos educadores (família, escola e sociedade) a função de facilitar este processo flexível, que só acontece quando se atribui um significado ao que se vê, se ouve ou se diz, em suma, se vive.