A profissional indígena cuidará da saúde bucal de cerca de 3.500 pessoas da aldeia
A Universidade Federal do Paraná teve a sua primeira aluna índia a se graduar no curso de Odontologia. No início, Tenile Mendes, 22, contou com a ajuda dos pais para decidir qual profissão escolher, porém, diferente dos demais adolescentes da sua idade, ela precisou da aprovação das lideranças da aldeia onde cresceu para confirmar a inscrição no vestibular.
Formada e com o diploma em mãos, ela cuidará da saúde bucal do seu “povo”, cerca de 3.500 pessoas, da aldeia Pinhalzinho, da etnia Kaingang, localizada na Terra Indígena Xapecó, no município de Ipuaçu, no estado de Santa Catarina.
“No Brasil, a miscigenação cultural está presente, e a determinação e coragem das pessoas podem melhorar uma comunidade inteira”, declara a pedagoga e tutora do
Portal Educação, Thais Carvalho.
Na aldeia de Tenile, trabalham apenas profissionais de saúde indicados pelos próprios habitantes. A nova profissional será contratada pela recém-criada Secretaria da Saúde Indígena do Ministério da Saúde.
O maior problema é a rotatividade dos dez profissionais que atuam na aldeia, já que são todos brancos e se deslocam até lá apenas para trabalhar. A saúde é uma das principais necessidades do povo indígena.
Fonte: Assessoria de Imprensa
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