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23 de abril de 2010
O objetivo deste estudo é descrever a criança portadora de deformação congênita lábio palatal, enfatizando sua alimentação, as dificuldades e os métodos alternativos para alimentar a criança, e assistência de enfermagem neste processo. A revisão bibliográfica nos revela que são muitos os aspectos envolvidos no cuidado da alimentação da criança fissurada, envolvendo relações complexas de caráter afetivo, social, econômico e cultural, que influenciam na relação mãe-filho, na discriminação social da criança fissurada, na dificuldade da mãe para alimentar e cuidar dessa criança. A revisão efetivada reforça a implementação do aleitamento materno, resguardando os limites fisiológico, psicológico, sociais, que envolvem a criança e a sua família, e a importância da alimentação para o desenvolvimento físico e emocional favorecendo a correção cirúrgica das fissuras de lábio e/ou palato e o seu processo de reabilitação.
A assistência à criança, em sua fase de desenvolvimento e crescimento, necessita de constante suporte nutritivo, emocional e intelectual. As crianças que nascem com fissuras de lábio e/ou palato sofrem interferência em sua capacidade natural de ser
adequadamente alimentadas e apresentam aspectos negativos em sua evolução normal.
Portanto, o tratamento visando os aspectos evolutivos destas crianças tem como princípio garantir nutrição, estimulação neurossensorial e harmonia no meio familiar, através de apoio e orientação aos pais com relação a particularidade de seus filhos, para que, com o
devido conhecimento, aceitem a situação e possam efetivar as medidas indicadas pela equipe multidisciplinar, necessárias ao tratamento requerida principalmente nos primeiros anos de vida.
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