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14 de outubro de 2009
O crescente consumo de medicamentos contribui para que o cirurgião-dentista (CD) tenha uma maior probabilidade
de prescrever medicamentos, os quais podem interagir negativamente com medicamentos rotineiramente utilizados pela população, fato que pode ocasionar severas interações medicamentosas (MOORE et al., 1999).
A dor pós-operatória produzida por procedimentos odontológicos é, geralmente, de natureza inflamatória
sendo mais comumente tratada com analgésicos ou antiinflamatórios, dependendo da intensidade
dolorosa. Esses fármacos são também muito utilizados como automedicação para o controle da dor
odontogênica (MEECHAN, 2002). Os fármacos mais utilizados no Brasil para essas situações são:
antiinflamatórios não-esteroidais (AINES), paracetamol (acetaminofeno) e dipirona.
Estudos clínicos demonstraram que estes são fármacos efetivos em qualquer nível de dor odontogênica, desde leve, moderada até severa, são considerados entre os fármacos mais prescritos no mundo (WYNN e COOK, 2006).Recentemente, novos AINES que apresentam maior seletividade pela enzima COX-2 foram desenvolvidos com o objetivo de provocar menos efeitos colaterais, tais como danos na mucosa gastrintestinal.Apesar disso, estudos recentes demonstraram não existirem evidências que comprovem a segurança gastrintestinal dos antiinflamatórios seletivos da COX-2 em relação aos não seletivos, sugerindo que essesfármacos não são tão seguros como se imaginava(HIPPISLEY-COX et al., 2005).
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