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Anestésicos Locais de Uso Clínico e Seus Possíveis Efeitos Colaterais


8 de setembro de 2009


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A eficácia dos anestésicos locais em relação ao objetivo terapêutico proposto é incontestável. Quando se respeita a dose máxima de anestésico recomendada, o desencadeamento de toxicidade sistêmica é rara e sua associação com vasoconstritores torna mínima essa ocorrência. Entretanto, há grande polêmica quanto ao uso de vasoconstritores adrenérgicos, especialmente em pacientes cardiopatas. Os efeitos adversos mais freqüentes dos anestésicos são sonolência, dormência perioral, parestesia da língua, tontura, diminuição da excitabilidade e contratilidade cardíaca e a presença de patologias prévias apresentam-se como fator de risco para esses eventos. Existem contra-indicações absolutas dos anestésicos ao uso de vasoconstritores adrenérgicos nos casos de doenças cardiovasculares, hipertireoidismo não-controlado e diabetes melito não-controlado, feocromocitoma e hipersensibilidade a sulfitos. Na utilização de EMLA, incidem reações cutâneas locais como: eritema, alterações de sensibilidade térmica, edema e prurido, que geralmente são leves e transitórias. Foram relatados casos de parada cardíaca de difícil recuperação com a utilização de bupivacaína, especialmente em obstetrícia. Devido aos possíveis efeitos colaterais, a associação de anestésicos locais a vasoconstritores deve ser criteriosa, observando-se sempre a relação risco/benefício.


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