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Gengiva Marginal ou Livre

Artigo por Colunista Portal - Educação - quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

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Gengiva livre também é responsável pela formação da papila
Gengiva livre também é responsável pela formação da papila
Na vertente dentária, podemos considerar duas regiões: uma que forma a parede do sulco gengival e outra ligada ao dente, que forma o epitélio juncional. A gengiva livre também é responsável pela formação da papila interdentária, a qual preenche o espaço entre dois dentes adjacentes.

São características histológicas do sulco gengival: o epitélio sulcular não apresenta queratinização e os espaços intercelulares são amplos, proporcionando alta permeabilidade tecidual. É frequente neste epitélio a presença de células inflamatórias infiltradas (neutrófilos). Não apresenta papilas conjuntivas. A base do sulco gengival é formada pelo epitélio juncional.

São características histológicas do epitélio juncional: epitélio não queratinizado, com poucas camadas de células e responsável pelo íntimo contato (aderência epitelial) com a superfície dentária. Os hemidesmossomos encontrados entre as células epiteliais e a lâmina basal são as estruturas responsáveis pela estabilidade da junção.

Os epitélios sulcular e juncional formam a localização anatômicos crítica, na qual o biofilme de bactérias subgengivais interage com os mecanismos de defesa do hospedeiro.

Distância ou espaço biológico: distância que vai da margem da gengiva marginal normal ao topo da crista óssea alveolar. Compreende anatomicamente o epitélio sulcular, o epitélio juncional e a inserção conjuntiva.

Essa distância pode variar de acordo com a linha de estudo de diversos pesquisadores, que algumas vezes não incluem o epitélio do sulco nessa distância, considerando distância biológica apenas o epitélio juncional e a inserção conjuntiva.

Porém, acreditamos que todo o sulco gengival deve estar incluído dentro das dimensões do que se chama espaço biológico, pois nos trabalhos clínicos não se pode ignorar o espaço que ele ocupa. Considerando que esta área é variável e sempre para mais, utiliza-se como padrão, o valor médio de 3 a 4 mm para a distância biológica.

A manutenção da distância biológica é de suma importância, pois uma vez que esta se encontra invadida por procedimentos restauradores defeituosos ou fraturas, por exemplo, instala-se um processo inflamatório destrutivo sobre os tecidos periodontais de proteção e de suporte.

Grupo de Fibras do Ligamento Gengival:

Quando observadas ao microscópio óptico, muitas fibras gengivais são encontradas agrupadas em feixes, tendo uma clara orientação relativa ao espaço periodontal e, por isso, são chamadas de fibras principais; ou estão dispostas num modo aparentemente desorganizado, formando malhas entre as fibras principais e desta forma são chamadas de fibras secundárias.

São conhecidas as fibras principais:

a) Fibras circulares: são aqueles feixes de fibras dispostos na gengiva livre e que circundam o dente como um anel.

b) Fibras dentogengivais: se inserem no cemento da parte supra-alveolar da raiz e daí se projetam em forma de leque para o tecido gengival livre das superfícies vestibular, lingual e interproximal.

c) Fibras dentoperiósticas: acham-se inseridas na mesma porção do cemento que as fibras dentogengivais. Entretanto, passam a crista óssea vestibular e lingual dirigindo-se apicalmente para terminar nas malhas do tecido da gengiva inserida.

d) Fibras transeptais:
se estendem entre o cemento supra-alveolar de dentes vizinhos. As fibras transeptais correm de forma retilínea sobre o septo interdentário e inserem-se no cemento de dentes adjacentes.

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