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terça-feira, 1 de janeiro de 2008 - 00:00

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O uso dos anti-inflamatórios não esteroides na clínica odontológica

por: Colunista Portal - Educação

Uso do anti-inflamatório
Uso do anti-inflamatório
Marcos Augustus Serra (serra@genetic.com.br)
- Professor titular de Farmacologia da Faculdade de Odontologia de Anápolis - GO
- Assistente de Cirurgia e Clínica Integrada da Fac. de Odontologia de Anápolis - GO

Renato Brasil Muniz (serra@genetic.com.br)
- Aluno do 9º período do curso de Odontologia
- Monitor da disciplina de Cirurgia Maxilo Facial da F.O. de Anápolis, GO

Este trabalho aborda, através de uma revisão de literatura, a ação e o uso dos fármacos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) na Odontologia; Seu controle da resposta inflamatória do organismo, suas indicações e colateralidades.


1. INTRODUÇÃO
Os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) são indicados em processos inflamatórios, dos quais a dor, o edema e a disfunção decorrentes trazem desconforto e prejuízo funcional ao paciente.


A grande maioria das algias odontológicas tem sua etiologia nos processos inflamatórios. Portanto, o conhecimento dos mecanismos de ação dos fármacos anti-inflamatórios, principalmente a drogas do grupo dos não- esteroides (AINEs), assim como suas posologias, são de importância para que possamos apresentar aos pacientes uma opção terapêutica segura e rápida no controle dos problemas advindos da inflamação.


2. REVISÃO DE LITERATURA
A inflamação é um mecanismo de defesa natural do organismo à qualquer agressão eventualmente sofrida. Sua intensidade mostra-se diretamente proporcional ao tamanho do trauma sofrido. A resposta inflamatória costuma ser dividida em três fases: a inflamação aguda, a resposta imune e a inflamação crônica.(KATSUNG 13. 1998).


Segundo WANMACHER; FERREIRA 27 (1995), a inflamação aguda refere-se à resposta inicial à lesão tecidual; é mediada pela liberação de autacóides e, em geral, precede o desenvolvimento da resposta imune. De acordo com ALLE; ALLE-FILHO 1 (1992), a resposta imune aparece quando as células imunologicamente competentes são ativadas, reagindo a organismos estranhos ou substâncias antigênicas, liberadas durante a resposta inflamatória aguda ou crônica. Assegura KATSUNG 13 (1998) que o resultado da resposta imune pode ser benéfico para o hospedeiro quando permite que os microrganismos invasores sejam fagocitados ou neutralizados. Por outro lado, o resultado pode ser deletério, se resultar em inflamação crônica sem resolução do processo subjacente. De acordo com SAYAGO et al 23 (1994); KATSUNG 13 (1998), este processo pode se prolongar em um mecanismo de retroalimentação extremamente danoso ao organismo. A inflamação crônica envolve a liberação de diversos mediadores que não são proeminentes na resposta aguda.

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