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Crianças prematuras correm maior risco de apresentar defeitos no esmalte do dente


1 de janeiro de 2008


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Os partos prematuros respondem por 5% a 15% dos nascimentos e têm sido descritos por pesquisadores como uma das causas para o retardo na erupção dentária e o aparecimento de defeitos no esmalte, desde alterações de cor até danos mais severos. O baixo peso ao nascer é outro fator que está relacionado com o aparecimento de defeitos no esmalte. Isso é o que mostram pesquisadores da Universidade de São Paulo em um estudo que buscou determinar possíveis relações entre prematuridade e a existência de defeitos do esmalte e/ou retardo no início da erupção dentária.


De acordo com artigo publicado na edição de julho/agosto de 2005 da Revista da Associação Médica Brasileira, “uma das hipóteses para explicar o aparecimento dos defeitos do esmalte em prematuros seria a imaturidade de órgãos, como fígado, rins e glândulas da paratireóide, em metabolizar cálcio. Nesta situação, a mineralização do esmalte é prejudicada formando dentes hipocalcificados, manchados e com aspecto de giz, porém com espessura normal, denominados opacidades”. O trabalho foi realizado com 100 crianças na faixa etária de seis meses a seis anos de idade diagnosticadas como prematuras em acompanhamento no ambulatório do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Todas foram submetidas à avaliação médica e odontológica.


Os pesquisadores constataram que 35% das crianças apresentaram defeitos do esmalte, sendo os mais comuns àqueles relacionados à má absorção do cálcio, como as opacidades. Na análise das 35 crianças com defeito no esmalte, 51,43% tiveram peso muito baixo. Segundo eles, “à medida que o peso tornou-se normal, o número de crianças com defeito diminuiu, indicando uma tendência à associação inversa entre peso e defeito”. Os distúrbios maternos estiveram relacionados aos defeitos de esmalte em 60% dos casos. Já a erupção dentária não foi retardada, porém, o número total de dentes até 36 meses em crianças prematuras foi menor do que os resultados encontrados em crianças que nasceram a termo.


A equipe alerta para a importância da realização de exames pré-natais periódicos e de uma orientação voltada para melhorar a absorção de cálcio em prematuros: “as orientações às mães dos pacientes prematuros quanto à alimentação e à higienização devem ser ressaltadas, pois o aparecimento de defeito do esmalte ocasiona irregularidades na superfície dental, criando nichos para um maior acúmulo de placa bacteriana”.



Fonte: Agência Notisa (jornalismo científico – science journalism)

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Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.

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