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Mecanismo de Ação do Fluoreto na Prevenção da Cárie Dentária

Artigo por Colunista Portal - Educação - quarta-feira, 10 de outubro de 2012

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O fluoreto penetra na célula bacteriana passivamente
O fluoreto penetra na célula bacteriana passivamente

Inicialmente, alguns conceitos químicos devem ser esclarecidos. O flúor é o elemento mais eletronegativo da tabela periódica e raramente existe isolado. Na natureza, este se encontra sobre a forma de um íon [F-], prontamente formando sais com cálcio, cálcio-fosfato e alumínio. Por isso, é preferível o uso do termo “fluoreto” e não “flúor”, como é genericamente denominado. Assim, ao referir-se ao fluoreto (ou flúor), este termo corresponde ao íon flúor (ou fluoreto livre).



As reações químicas do fluoreto são basicamente dependentes do pH. O potencial hidrogeniônico (pH) corresponde à concentração de hidrogênio [H+] ou de hidroxila [OH-] do meio. Uma unidade a menos em pH equivale a um aumento em 10 vezes na concentração de [H-]. Quando há uma queda de pH (meio ácido) no biofilme dentário, uma parte do fluoreto reage com [H+] e forma HF (ácido fluorídrico):

F- + H+ ? HF

Na forma de HF, o fluoreto penetra na célula bacteriana passivamente e por isso, os efeitos biológicos dos fluoretos ocorrem com mais probabilidade em um baixo pH.


Três teorias básicas para o mecanismo de ação dos fluoretos serão apresentadas:
1. fluoretos no esmalte resistente à cárie;
2. fluoretos no fluido que envolve os cristais do esmalte e dentina;
3. efeito do fluoreto na inibição da produção de ácido no biofilme dentário.



As três teorias não são simultaneamente exclusivas e diversos fatores levam a crer nesta hipótese. Um ambiente bucal completamente livre de fluoretos pode existir em teoria, mas dificilmente pode ser encontrado na prática. Como o flúor é um elemento comum na natureza, traços de fluoretos estarão presentes em dentes e no meio bucal. Consequentemente, tratamentos com fluoretos não introduzem uma nova substância, mas aumentam a concentração da mesma.



Tradicionalmente, as pesquisas odontológicas apresentam as concentrações de fluoretos em partes por milhão (ppm), o que equivale a 1 mg/L.



A faixa de concentração de fluoretos usada na fluoretação de águas é de 0,7 a 1,2 ppm, dependendo do clima da região. Por exemplo, na região do nordeste brasileiro onde as temperaturas anuais são mais altas, o consumo de líquidos é maior e, portanto, a concentração de fluoretos na água não deve ultrapassar 0,8 ppm. Enquanto isso, em cidades do sul do país, a concentração de fluoretos pode ser controlada em 1 ppm, pelo menos durante o inverno.

 

Os fluoretos para uso caseiro variam de 230 ppm (bochecho diário de fluoreto de sódio a 0,05%) até 910 ppm (bochecho semanal de fluoreto de sódio a 0,2%), e de 1.000 a 1.500 ppm (dentifrícios). Os fluoretos para aplicação profissional variam de cerca de 12.300 ppm em géis (1,23%), aproximadamente 10.000 ppm em soluções de 2% de fluoreto de sódio (NaF), até cerca de 20.000 ppm em vernizes fluoretados.

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