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segunda-feira, 14 de maio de 2012 - 20:00

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Estimativa do Fenótipo por Meio de Estudo dos Dentes

por: Colunista Portal - Educação

No Brasil, existe uma grande miscigenação
No Brasil, existe uma grande miscigenação

O crânio fornece maiores possibilidades para a pesquisa da cor da pele do que outras estruturas ósseas (Birkby, 1966), pois se preserva com maior facilidade após a morte e pode ser classificado de diversas maneiras. Inicialmente, é necessária a definição de cada tipo descrito pelos diversos autores:

Segundo a cor da pele (utilizada mais frequentemente pelos autores brasileiros):

Melanodermas: pele com melanina, característicos de pessoas com pele negra;

Leucoderma: pele branca;

Xantoderma: pela amarela.

Segundo a região – definição antropológica

Caucasoíde: relativo ao indivíduo pertencente à divisão étnica da espécie humana que inclui grupos de povos nativos da Europa, Sudoeste da Ásia, Norte da África, ou seus descendentes; caucasiano. A pele desses indivíduos varia entre as cores clara e morena, e os cabelos são finos, variando de lisos a crespos (Dicionário Houaiss, 2001). Pode ser dividido em:

Nórdico: que habita o norte da Europa;

Alpino: que habita o centro da Europa;

Mediterrâneo: que habita o sul da Europa. Varia entre os caucasianos, com pele mais escura;

Indiano: que habita a Índia. Possui pele amarelo-avermelhada, cabelos pretos lisos e espessos, supercílios espessos, nariz saliente e longo, barbas espessas, fronte vertical e nariz mais saliente e longo;

Negroide: que habita a África subsaariana. Possui pele negra, cabelos crespos e em tufos, crânio pequeno, perfil facial prognata, fronte alta e saliente e nariz largo e achatado;

Mongoloide: que habita a República Popular da Mongólia ou aos mongóis. Possui pele amarelada, cabelos lisos, face mais achatada, fronte larga e mais baixa, espaço interorbital mais largo, maxilares pequenos e menos salientes.

Australoide: aborígenes que habitam a Austrália. Possuem pele morena, arcadas zigomáticas largas e volumosas, prognatismo maxilar e mandibular e arcadas superciliares salientes.

No Brasil, existe uma grande miscigenação ao comparar com outros países (Arbenz, 1988; Melani, 1995). Para a realização desses estudos, são necessárias as análises e mensurações entre distâncias de pontos de reparos anatômicos específicos.

Segundo Krogman (1955, apud Silva, 1997), alguns caracteres morfológicos craniofaciais qualitativos são observados em diferentes tipos de grupos populacionais (Quadro 3), fornecendo uma ferramenta a mais para o estudo antropológico.

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