Higienização de equipamentos e infraestrutura estão entre as práticas inadequadas
77,3% do total de propriedades apresentaram condições insatisfatórias de produção de leite
A qualidade do leite cru de três municípios do interior de São Paulo foi analisada em um estudo realizado pela Escola de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba. Laticínios dos municípios de Pirassununga, Brotas e Piracicaba participaram do teste e foi constatado que 70% do leite dessas usinas estavam com a contaminação elevada devido aos coliformes totais e fecais.
Isso significa dizer que os índices de coliformes fecais funcionam como indicadores higiênico-sanitários determinantes para o produto sofrer ou não, contaminação por fezes de animais ou mesmo do próprio homem.
A pesquisa avaliou, além da parte microbiológica do leite cru, um questionário para verificação dos procedimentos higiênico-sanitários das fazendas. Na ocasião, foram avaliadas 25 fazendas abastecedoras de cada laticínio – um total de 75 propriedades, 77,3% do total de propriedades apresentaram condições insatisfatórias de produção de leite, higienização de equipamentos e infraestrutura.
“O momento da ordenha e todo o processo de industrialização do leite deve ter a prática da higiene como parte indispensável do procedimento. A qualidade dos produtos alimentícios depende não apenas de uma boa técnica, mas principalmente de manipuladores que conheçam sobre Boas Práticas”, explica a médica veterinária e tutora do
Portal Educação, Danielle Pereira.
Vale ressaltar que a pesquisa tentou identificar a bactéria Listeria monocytogenes, responsável por causar infecção severa no organismo e também outras doenças, como por exemplo, encefalite e meningite. No entanto, dentre as 75 fazendas, nenhuma apresentou a presença da bactéria.
Fonte: Assessoria de Imprensa
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