Estudos indicam que o consumo de emagrecedores interfere no sistema do coração
Qual a sua opinião a respeito da comercialização dos remédios emagrecedores: é a favor ou contra? Essa pergunta virou discussão em todo o mês de fevereiro, após o comunicado da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de barrar a comercialização de todas as drogas, com função emagrecedora, que atuam no sistema nervoso central.
O centro da discussão é a sibutramina e os derivados da anfetamina. Para a Anvisa, esse composto não pode mais existir. Porém, reforçou que o tratamento de obesidade com orlistate (Xenical), estará liberada.
Diversos estudos já indicaram que o consumo de emagrecedores tem poderes que interferem no sistema do coração, levando a problemas cardíacos. A proibição dos emagrecedores vem após as regras rígidas, do ano passado, que impuseram critérios sobre a droga.
Sobre a decisão, os médicos têm opiniões contrárias em relação à determinação da Anvisa: a regra é radical demais. A alegação é que a população obesa e em sobrepeso não consegue emagrecer com as dietas convencionais e precisa de remédios.
“Se por um lado a obesidade está relacionada com um desequilíbrio emocional e requer drogas com ação no sistema nervoso, por outro, o uso desses medicamentos já está banalizado por muitas pessoas que fazem uso desnecessário. Cabe ao prescritor, contudo, avaliar individualmente o potencial risco-benefício para cada paciente”, reforça Carolina Marlien, tutora do Portal Educação.
Fonte: Assessoria de Comunicação - Portal Educação
TAGS: remédios, emagrecedores, sistema nervoso