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Alimentação no Primeiro Ano de Vida


21 de maio de 2010


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A prática alimentar no primeiro ano de vida é a base para a formação dos hábitos alimentares da criança. Segundo VITOLO (2003), esse período pode ser dividido em duas fases: antes dos seis meses e após os seis meses.
Nos primeiros seis meses de vida, recomenda-se a amamentação exclusiva, fortalecendo o vínculo mãe/bebê, protegendo a criança contra doenças, possibilitando o ganho de peso para o bebê, assim como um desenvolvimento das estruturas orais envolvidas no ato de sugar (VITOLO, 2003). É importante orientar a nutriz que nessa primeira fase a criança não precisa ingerir água, chá, suco ou qualquer outro alimento, pois o leite materno oferece todos os nutrientes necessários para o bom desenvolvimento e crescimento da criança.
A partir dos seis meses de vida, a tolerância gastrointestinal e a capacidade de absorção de nutrientes atingem um nível satisfatório proporcionando maior adaptação física e fisiológica para uma alimentação variada quanto a consistência e textura (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2009).
A introdução de alimentos no primeiro ano de vida deve ser lenta e gradual, pois a criança tende a rejeitar as primeiras ofertas de alimentos, pois a textura e sabor são diferentes do que era oferecido antes. A oferta dos alimentos deve ser realizada nos períodos em que a criança esteja com vontade de comer, e, caso não se sinta saciada, oferecer o leite materno.
A partir dos 6 meses de vida ofertar 3 refeições ao dia, recomenda-se 2 papas de frutas e 1 papa salgada se estiver recebendo o leite materno. Preferencialmente nos seguintes horários: meio da manhã, almoço e meio da tarde. Caso a criança esteja desmamada, ofertar 5 refeições ao dia nos seguintes horários: início da manhã, meio da manhã, almoço, meio da tarde e início da noite (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2002).
Segue abaixo tabela com esquema alimentar para crianças menores de 2 anos:
FONTE: Ministério da Saúde, 2009.
 
Os alimentos oferecidos no início da alimentação complementar devem ser espessos, obtendo consistências pastosas (purês e papas) e aumentando gradativamente a consistência da refeição até que os mesmos alimentos preparados para a família sejam oferecidos para a criança (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2002).
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