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9 de março de 2009
Na década de 80 elas eram 3% da população infantil, hoje 15% das crianças brasileiras são obesas. O aumento do consumo de alimentos ricos em gorduras, açúcares simples e sódio, mas deficientes em nutrientes essenciais para a alimentação da garotada pode ser o responsável pelo crescimento da obesidade infantil.
Tão grave quanto desnutrição, a obesidade infantil é um problema que tem preocupado cada vez mais médicos, nutricionistas, pais e professores. Não se trata de uma preocupação apenas estética, já que suas conseqüências podem repercutir até na vida adulta.
A alimentação desequilibrada pode causar anemia, hipertensão, diabetes, colesterol alto, entre outras doenças. A obesidade infantil afeta ainda o crescimento físico e mental, assim como atrapalha o rendimento escolar. Sabe-se que crianças acima do peso desenvolvem também sintomas de ordem psicológica, como ansiedade, baixa auto-estima e isolamento.
Diante disso, é cada vez mais importante que os pais estejam atentos ao valor nutricional dos alimentos consumidos pela criança. Para criar hábitos alimentares saudáveis, a família deve respeitar os horários das refeições, evitar que os filhos comam em frente à televisão e incentivar a prática de exercícios físicos.
Além disso, combater a obesidade infantil passa necessariamente pela restrição do consumo de alimentos como doces, sanduíches, salgadinhos e refrigerantes, os grandes vilões da alimentação saudável. Os pais também precisam compreender que saúde não está relacionada somente à quantidade de comida ingerida, mas sim à qualidade nutricional desses alimentos.
Não se trata, portanto, de proibir, mas de orientar a criança a uma vida mais saudável, para que o seu desenvolvimento não seja comprometido e para que diminuam suas chances de apresentar certas doenças no futuro.
Portal Educação
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