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Histórico do suporte nutricional enteral e parenteral

Artigo por Colunista Portal - Educação - terça-feira, 4 de dezembro de 2012

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Os estudos sobre Nutrição Enteral e Parenteral tiveram seu início nos idos de 1960
Os estudos sobre Nutrição Enteral e Parenteral tiveram seu início nos idos de 1960

O início do suporte nutricional moderno data da descoberta da Nutrição Parenteral (NPT), na universidade da Pensilvânia, em 1968, por Stanley Dudrick. Entretanto, registros históricos relatam que no Egito, séculos antes de Cristo, já se utilizavam enemas e na Grécia, o clister (que em grego significa seringa) para administração de vinho, leite, soro do leite e caldo de cevada com intenções nutricionais ou laxativas.


Na Idade Média, a morte por desnutrição assolava a humanidade e as dificuldades de ingestão de nutrientes permaneceram sem uma adequada solução, do século XV ao XIX, fazendo com que muitos médicos tentassem promover alimentação pela via retal, como alternativa para aqueles pacientes incapazes de se alimentarem via oral.


No século XV, Capivacceus (1598) relata a primeira tentativa de administração de nutrientes no esôfago, por meio de um cateter rudimentar, confeccionado em couro e prata. Em 1876, Verneuil realizou a primeira gastrostomia e em seguida, em 1897, Surmay, a primeira jejunostomia, cujas técnicas, aperfeiçoadas ao longo do tempo, ainda são utilizadas até hoje.


Em 1878, Brown-Séquard, publicou no Lancet sua experiência pessoal com a administração retal de uma mistura de 300g de carne de vaca e pâncreas fresco de porco em três pacientes com doença esofágica. Em 1891, Jones, publicou no mesmo jornal, que a confecção de tubos longos, de alcance até o cólon transverso, permitia a pessoas inexperientes, uma vez instruídas, utilizarem os tais tubos como método simples de nutrição retal.


Ambos os trabalhos foram contestados por Edsall & Miller, em 1902, demonstrando que somente uma parcela muito pequena das misturas infundidas era absorvida pelo organismo.


Em 1910, Einhorn promoveu uma revolução nos conhecimentos médicos da época, ao confeccionar um tubo de borracha, com peso de metal acoplado na extremidade distal, para alimentação jejunal, ocasionando uma modificação dos conceitos vigentes quanto ao processo digestivo. Einhorn afirmava que o “cólon e o reto seriam locais de expulsão das fezes e absorção de líquidos remanescentes, enquanto o duodeno é o órgão onde os mais importantes sucos digestivos são secretados”. O tubo criado por ele foi rapidamente adotado nos Estados Unidos, recebendo algumas modificações em seu formato e no modo de administração dos nutrientes.


Entretanto, apesar da incapacidade em se utilizar a via gástrica tivesse sido solucionada, com tais técnicas, ainda havia a dificuldade em alimentar os indivíduos com obstruções mecânicas ou funcionais do pós-operatório. Tal problema foi solucionado por Ravdin, professor de Cirurgia da faculdade de Medicina da Universidade da Pensilvânia e pelo cirurgião W.O Abbott, com a confecção de cateteres de duplo lúmen, cujo objetivo era promover a descompressão gástrica, ao mesmo tempo em que promovia a alimentação jejunal nos pacientes cirúrgicos.

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