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31 de maio de 2011
Para que haja um controle da resposta inflamatória exacerbada, seja ela intestinal ou sistêmica, é importante o conceito de imunomodulação e o uso de nutrientes imunomoduladores.
Pacientes bem-nutridos possuem menos complicações e se recuperam mais rapidamente do que pacientes desnutridos. O fato é que a desnutrição protéico-calórica se desenvolve rapidamente durante a doença aguda, que se for prolongada ou progressiva, prejudica as defesas imunológicas e anti-bacterianas do hospedeiro e produz mudanças na arquitetura e massa da mucosa intestinal (MACFIE, 2004).
A imunossupressão é de origem multifatorial e a desnutrição é um desses fatores. Muitos são os estudos que mostram que há reversão da imunossupressão tão logo ocorra
melhora no estado nutricional, obtida pelo fornecimento de dietas hipercalóricas e hiperprotéicas.
Em situações de desnutrição calórico-protéica, o fornecimento de calorias não protéicas em quantidades suficientes, em geral 35 a 55 kcal/kg de peso atual/dia, tem sido adequado para a recuperação da imunocompetência. Entretanto, nem sempre a simples recuperação da deficiência nutricional é suficiente para reverter um quadro de imunossupressão. Do ponto de vista nutricional, é inquestionável a necessidade de reabilitar o enfermo desnutrido. Porém, em muitos casos, como coadjuvante do tratamento clínico global, tem-se proposto que a dieta seja suplementada com os nutrientes de ação imunomoduladora objetivando modular a resposta imunológica (BAXTER, 2005).
Por definição, imunonutrientes são aqueles nutrientes ou substâncias nutricionais identificadas e selecionadas especificamente para estimular a resposta imunológica. Muitos estudos investigando o uso de imunonutrientes têm sido conduzidos e revisados.
A imunonutrição envolve a administração de nutrientes pelas vias enteral ou parenteral. Durante a imunonutrição, os nutrientes são oferecidos em quantidade que ultrapassa a normalmente ingerida, afim de que alcancem efeito farmacológico em um ou mais componentes da resposta imune à cirurgia, trauma ou infecção (GRIMBLE, 2005).
A capacidade dos nutrientes em modular a resposta imunológica e em afetar o prognóstico clínico, se tornou um assunto importante na prática clínica e saúde pública. No entanto, até agora, ainda não são provados benefícios consistentes da imunonutrição, uma vez que os resultados são extremamente contraditórios, com alguns estudos mostrando melhorias no prognóstico de pacientes críticos, enquanto em outros, não são detectadas alterações ou verfica-se até pioras no quadro clínico (MACFIE, 2004).
Desta forma, é importante o estudo e conhecimento das particularidades de cada nutrientes, para a compreensão de quais são benéficos e em quais situações clínicas estão indicados, uma vez que seus efeitos e conseqüências já foram parcialmente elucidados.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
PORTAL EDUCAÇÃO. Curso on-lne: Imunonutrição. Campo Grande: Portal Educação, 2011.
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