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Governo pretende readaptar a doação de "automática" de órgãos no país

Hoje em dia família deve autorizar doação


10 de agosto de 2011


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Com o projeto as 48 mil pessoas que aguardam na fila de espera serão beneficiadas

Com o projeto as 48 mil pessoas que aguardam na fila de espera serão beneficiadas

Segundo a legislação de 1997 todo cidadão brasileiro é um doador em potencial quando morre e sua renúncia de não doar deveria constar no documento de identidade. A lei não vingou, após o presidente Fernando Henrique Cardoso por fim à doação presumida e instalar a doação consentida. Agora, após 14 anos da discussão, um projeto que tramita na câmara dos Deputados, promete voltar com doação presumida.

Atualmente, quem pretende ser doador deve informar sua vontade para a família - chamada de doação consentida - e a decisão de doar ou não os órgãos cabe aos familiares. Porém os dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) revelam uma triste estatística, por dia, em média quatro famílias brasileiras se recusaram a autorizar a doação de órgãos de parentes diagnosticados com morte cerebral nos últimos dez anos.

Na explicação do presidente da ABTO, Ben-Hur Ferraz Neto, na época da instalação da lei, o governo não fez uma campanha intensa de conscientização sobre a doação presumida. “As pessoas interpretaram a lei como sendo compulsória e acabou gerando reações contrárias. Para a nossa cultura, é indiscutivelmente melhor a família autorizar”, diz.

Com a tramitação do projeto de lei da Câmara dos Deputados, com o mesmo objetivo anterior, as 48 mil pessoas que aguardam na fila de espera para uma doação de órgãos poderão ser favorecidas. Entretanto, na opinião de Heder Murari Borba, do Ministério da Saúde, à doação presumida pode ser difícil voltar a existir no Brasil por questões culturais e religiosas.

“O padrão cultural brasileiro é o núcleo familiar. E questões religiosas não se resolvem com decretos ou lei. Acho que a tendência é mantermos o consentimento familiar”, diz Borba.

“Este é um assunto muito polêmico e com diversas barreiras culturais e religiosas para serem quebradas. Cabe a nós profissionais de saúde, orientar as famílias sobre a importância da doação de órgãos. Caso esse projeto seja aprovado, os pacientes que estão na fila dos transplantes, serão beneficiados”, enfatiza o enfermeiro, Alisson Daniel, tutor do Portal Educação.

Fonte: Assessoria de Comunicação


TAGS: doação, órgãos, família, fila de espera

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