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8 de abril de 2009
O tecido adiposo é um órgão com várias funções: isolamento térmico, barreira física ao trauma, armazenamento energético e secreção de proteínas e péptidos bioactivos com acção local e à distância. A capacidade de armazenamento energético é virtualmente ilimitada.
Resulta do aumento das reservas de cada adipocito (favorecimento da lipogénese relativamente à lipólise) e da replicação e diferenciação de pré-adipocitos. A ausência de limite, representa vantagem adaptativa a curto prazo, e desvantagem a longo prazo, traduzida em disfunção endócrina/metabólica.
Como órgão secretor, o tecido adiposo apresenta várias particularidades. Encontra-se disperso pelo organismo, em depósitos sem ligação física entre si, cuja actividade secretória é regulada por mecanismos humorais e hormonais, não totalmente esclarecidos.
Nesses depósitos individuais, encontram-se vários tipos celulares (macrófagos, fibroblastos, pré-adipocitos e adipocitos) com actividade secretória variável. As adipocinas, ou produtos segregados pelo tecido adiposo, são também produzidas por outros tecidos, sendo difícil determinar a contribuição do tecido adiposo para os níveis de adipocinas circulantes.
Os mecanismos moleculares de síntese e exocitose não estão ainda totalmente esclarecidos.
As adipocinas desempenham um papel importante na homeostasia energética, sensibilidade à insulina, resposta imunológica e doença vascular. Podem por isso ser agrupadas, para comodidade de exposição, de acordo com a principal função, em adipocinas com função imunológica, cardiovascular, metabólica e endócrina.
Para maiores informações acesse o link do artigo: http://www.actamedicaportuguesa.com/pdf/2006-19/3/251-256.pdf
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