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19 de fevereiro de 2009
Que o cigarro faz mal a saúde todos nós sabemos, incluindo é claro, os viciados nessa droga “legal”. Fácil de achar, e ainda com preço acessível, o Brasil se tornou o maior exportador e quarto maior produtor de tabaco do mundo, atrás apenas da China, Estados Unidos e Índia.
Os cigarros contém mais de 4.500 substâncias tóxicas como: alcatrões, ácido cianídrico, monóxido de carbono, compostos cancerígenos e nicotina, responsável pela dependência física e psicológica. Além disso, o cigarro tem ainda altas quantidades dos isótopos radioativos como o Polônio-210 e o Chumbo-210.
A grande maioria dos fumantes tem o primeiro contato com a droga entre os 5 e os 19 anos de idade, mas o maior número de dependentes está na faixa etária de 20 a 49 anos.
Os dados referentes ao tabagismo são alarmantes. Cerca de 23,9% da população brasileira é viciada em cigarro, e aproximadamente 200 mil pessoas morrem todo ano em decorrência do tabaco. Pesquisas mostram que o fumo é responsável por 95% dos casos de câncer de boca; 90% de mama; 80% de câncer no pulmão; 97% dos casos de câncer da laringe; 50% de câncer de pele; 45% dos óbitos por doença coronariana e ainda por 25% dos casos de derrames cerebrais. Além dessas doenças, o cigarro causa ainda impotência sexual, que atinge aproximadamente 85% dos homens.
Mas este alerta não é valido somente no Brasil, cerca de 1,205 pessoas morem diariamente nos Estados Unidos por causa do tabaco. Em todo mundo, o número de mortes anuais assusta. Estima-se que cerca de 3 milhões de pessoas morrem em função dessa droga, contudo, esse número pode chegar a 10 milhões de óbitos até o ano de 2020. As doenças causadas pelo tabagismo matam mais do que a soma das mortes por AIDS, álcool, suicídios, acidentes de trânsito e outras drogas ilícitas.
Mas os efeitos do cigarro não atingem somente os fumantes ativos. Quem convive com pessoas que fumam compulsivamente também correm o risco de ter doenças causadas pelo tabaco, são os chamados fumantes passivos. Em crianças pequenas, a fumaça do cigarro pode causar brinquite, asma e até pneumonia. Especialistas afirmam que nas famílias em que o pai é fumante, 25% das crianças apresentam problemas respiratórios, e quando o fumante é a mãe, esse número passa para 49%, pelo maior contato com os filhos.
Porém, as notícias são animadoras pra quem quer deixar o cigarro. Existem várias alternativas para que desejem se livrar da dependência. Tratamentos terapêuticos, antidepressivos, adesivos de nicotina e até chicletes. Existem outras técnicas para quem sente um desejo incontrolável de fumar durante o tratamento, trata-se de um sray de nicotina. Ainda pensando em diminuir os casos de fumantes, a partir de 2002 o governo brasileiro obrigou os fabricantes de tabaco a estampar nos maços de cigarro, imagens e alertas, mostrando o que pode acontecer com alguém viciado nessa droga.
Portal Educação
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