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2 de fevereiro de 2009
A virologia ao passar dos anos teve uma história notável. Os vírus, devido à sua natureza predatória, moldaram a história e a evolução de seus hospedeiros. Todos os organismos vivos que conhecemos, quando estudados com atenção, possuem parasitas virais. Assim, estas entidades, as menores vidas conhecidas exercem uma força significante em todas as formas de vida, incluindo os próprios vírus.
Em meados do século XIX, Pasteur designava como vírus os agentes causadores de infecções, mesmo as infecções causadas por bactérias. Porém, em alguns casos não era possível identificar o agente causador da infecção. No final daquele século, evidências mostraram que alguns agentes causadores de doenças humanas e de plantas poderiam passar por filtros, ao contrário de bactérias. Desta forma, estes agentes foram denominados inicialmente de vírus filtráveis, porém o termo filtrável acabou se perdendo pelo desuso.
Adolf Mayer (1843–1942) foi um cientista alemão treinado no campo da tecnologia química. Em 1879 começou suas pesquisas com a doença do tabaco e apesar de não ter sido o primeiro a descrever tal doença, ele nomeou a “doença do mosaico do tabaco” após visualizar as manchas escuras e claras em folhas infectadas. Neste mesmo ano realizou uma das mais importantes experiências de transmissão viral. Ele inoculou em plantas saudáveis o suco extraído de plantas doentes.
As conseqüências das infecções virais nos seres humanos e nas plantas modificaram a nossa história e deram origem a esforços extraordinários por parte de virologistas para estudar, compreender e erradicar estes agentes. Muitos dos conceitos e ferramentas da biologia molecular foram derivados do estudo de vírus e suas células hospedeiras.
Os vírus são únicos na natureza. São os menores organismos de todos os outros auto-replicantes existentes, conhecidos historicamente pela habilidade de passar por filtros que retém até mesmo as menores bactérias. São conhecidos como agentes infecciosos causadores de doenças em humanos, animais e plantas.
A aparente simplicidade dos vírus é enganosa. Praticamente todos os vírus infectam um organismo na natureza, exibindo uma vertiginosa diversidade de estruturas e de estilos de vida representando uma profunda complexidade de funções. O estudo dos vírus, virologia, deve acomodar tanto a singularidade quanto a complexidade destes organismos. A complexidade dos vírus está constantemente desafiando os cientistas a ajustar suas idéias e os seus métodos de investigação para descrever e compreender estes organismos. Fragmento extraido do Curso de Diagnóstico de Vírus do Portal Educação e Sites Associados, empresa referência em Educação a Distância no Brasil, mantenedora da ABED - Associação Brasileira de Educação a Distância. COSTA, F. A. Diagnóstico de Vírus. Disponível em: www.medicinacursos.com.br
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