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23 de junho de 2008
A Retinopatia Diabética é caracterizada por alterações vasculares. São lesões que aparecem na retina, podendo causar pequenos sangramentos e, como conseqüência, a perda da acuidade visual. Exames de rotina (como o “fundo de olho”) podem detectar anormalidades em estágios primários, o que possibilita o tratamento ainda na fase inicial do problema. Hoje, a Retinopatia é considerada uma das mais freqüentes complicações crônicas do diabetes, junto com a Catarata. É uma manifestação ocular do diabetes e uma das principais causas de cegueira. O aumento dos níveis de açúcar no sangue (glicemia) - que caracteriza o diabetes - causa alterações nos pequenos vasos sanguíneos da retina no interior do olho. Os vasos alterados deixam sair líquido e sangue para a retina, reduzindo a visão.
Em alguns casos, desenvolvem-se vasos anormais na retina. Sendo muito frágeis e sangrando facilmente, estes vasos levam à formação de tecido fibroso que repuxa a retina. Neste estádio muito grave, a doença designa-se retinopatia diabética proliferativa. Inicialmente não há sintomas, daí a importância dos diabéticos vigiarem a sua visão, através de exames médicos oculares regulares. A retinopatia diabética é tratada com raios laser. Mas o ideal é que o doente controle os níveis de açúcar no sangue desde as fases iniciais da doença.
É uma complicação grave, evolui lentamente e já é diagnosticada antes do aparecimento clínico da doença (pelo exame feito por um oftalmologista) ou pelos clínicos que sabem fazer exame de fundo de olho. Caminha, lenta e inexoravelmente, podendo levar à cegueira. Os diabéticos têm 25 vezes mais chances de se tornarem cegos do que os não diabéticos. Há pessoas mais sensíveis e, de qualquer forma, a retinopatia diabética surge e evolui após 5 anos de doença. A retinopatia diabética evolui do aparecimento inicial de micro-aneurismas, seguidos de pequenas hemorragias. Sucessivamente surgirão hemorragias maiores, cicatrizações (manchas em flocos de algodão) ou manchas duras. Tanto mais graves quando se fazem na região da mácula (ponto de maior acuidade visual). Ocorrem, em ambos os olhos e se chamam retinopatias não proliferativas. Com o crescimento de vasos anormais na superfície da retina (que é uma fina membrana que está no fundo do olho e é responsável pela formação da imagem) estes vasos podem sangrar de maneira intensa ou podem causar descolamento da retina. Ambos provocam a grave redução da visão e, até mesmo, a cegueira total. É a retinopatia proliferativa.
Redação Portal Educação
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