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19 de junho de 2008
A cetoacidose diabética é uma complicação aguda, típica dos pacientes com DM tipo I ou insulinodependentes, um conjunto de distúrbios metabólicos, que se desenvolvem em uma situação de deficiência insulínica grave, comumente associada a condições estressantes, que levam a aumento dos hormônios contra-reguladores. O estado hiperglicêmico hiperosmolar é uma complicação aguda, característica do diabético tipo II ou não insulinodependente, quando predominam os efeitos da hiperosmolaridade e desidratação, principalmente envolvendo o sistema nervoso central. Fatores precipitantes, quadro clínico, fisiopatologia básica e tratamento dessas emergências médicas são analisados nesta revisão.
Costuma-se dizer que a cetoacidose diabética é o grau máximo de descompensação do diabetes que ocorre quando o açúcar (glicose) se mantém alto no sangue durante algum tempo. Pode ocorrer quando o paciente deixa de tomar a insulina, interrompe o tratamento ou quando deixa de ajustar as doses em caso de aumento de sua necessidade, como, por exemplo, quando come além do planejado.
Outros exemplos quando a cetoacidose pode ocorrer são as infecções e as cirurgias de emergência. Nestas situações, o organismo libera hormônios que se contrapõem a ação da insulina, elevando portanto, a glicose. Na pessoa que não tem diabetes a insulina também é liberada na tentativa de manter o equilíbrio. No caso do paciente diabético, como isto não ocorre, torna-se necessário fazer a automonitorização (realizar testes de glicemia capilar no dedo) com intervalos menores de tempo, com a correção através do uso de insulina rápida ou ultra rápida, de acordo com a orientação médica.
As causas mais freqüentes de cetoacidose em diabéticos do tipo 1 são as infecções, (urinárias, pulmonares, dentárias, entre outras) o uso inadequado ou em doses insuficientes de insulina, ou ainda a omissão de aplicação da insulina. É comum o diagnóstico de diabetes do tipo 1 ocorrer em indivíduos que não tinham conhecimento de sua condição de portadores de diabetes e apresentando quadro de cetoacidose. É importante a atenção aos sintomas descritos para possibilitar a pronta correção. Atualmente, são disponíveis no mercado uma variedade de fitas que detectam a presença dos corpos cetônicos, urinários e sanguíneos. O usuário de insulina, ao sentir dor abdominal, odor de acetona no hálito e taxas de glicemia persistentemente elevadas (acima de 250 mg/dl) devem verificar a presença de corpos cetônicos, na urina ou no sangue. Evidenciada a hiperglicemia com corpos cetônicos, positivos na urina ou sangue devem buscar imediato auxílio médico para correção da cetoacidose. O médico avaliará a presença de infecção, necessidade de aumento de dose de insulina e hidratação orientando 0 tratamento da cetoacidose. Corretamente identificada e tratada, a cetoacidose diabética é absolutamente curável. Todo usuário de insulina deve manter em estoque as fitas de controle de glicemia e os aparelhos de medição, chamados glicosímetros e também fitas para pesquisa de corpos cetônicos, urinários ou sanguíneos.
Outras situações também requerem atenção. Uma delas é quando há necessidade de fazer uso de corticóide em doses elevadas, o que eventualmente acontece em pacientes diabéticos com asma. A CAD pode ser classificada em leve, moderada ou grave. Em estágio mais leve pode ser tratada em casa, sob orientação médica, ou em uma curta internação hospitalar de 4 a 6 horas. A CAD moderada e a severa requerem internação em unidade semi- intensiva e, às vezes, em unidade de terapia intensiva.
Redação Portal Educação
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