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Dengue: Não há razão para pânico, apenas, prevenção


3 de junho de 2008


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Nos últimos tempos, a dengue tem dado o que falar no que diz a saúde brasileira. É uma doença infecciosa, febril, aguda, causada por um vírus da família Flaviridae que é transmitida através do mosquito Aedes aegypti, também infectado pelo vírus. Hoje, a dengue é considerada um dos principais problemas de saúde pública de todo o mundo. No Brasil, a erradicação do Aedes aegypti na década de 30, levada a cabo para o controle da febre amarela, fez desaparecer também a dengue. Foi só no ano de 1981 que a doença voltou a atingir a região Norte do país. No ano 1995, a dengue começou a ser controlada em todo o Brasil. No mundo, existem quatro tipos de dengue, porque o vírus causador da doença possui quatro sorotipos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 E DEN-4. No Brasil, já foram encontrados da dengue tipo 1, 2 e 3. A dengue de tipo 4  foi identificada somente na Costa Rica.

A pessoa com dengue deve ficar em repouso, beber muito líquido e só usar medicamento para aliviar as dores e a febre, mas sempre com a indicação do médico. O atingido não pode tomar remédios à base de ácido acetil salicílico. A única maneira de evitar a dengue é não deixar o mosquito nascer. Para isso, é necessário acabar com os criadouros (lugares de nascimento e desenvolvimento dele). Por exemplo, não deixar a água parada em qualquer tipo de recipiente como garrafas, pneus, pratos de vasos de plantas e xaxim, bacias, copinhos descartáveis, sem esquecer-se de tapar caixas d’água, cisternas, tambores, poços e outros depósitos de água.

Medidas educativas de repercussão ambiental e conscientização da sociedade para diminuir os locais onde as larvas dos mosquitos se criam, são decisivas na prevenção. Não existe vacina ou medicamento que proteja individualmente contra a dengue. Apesar da epidemia da doença que se dissemina em várias partes do país e da necessidade absoluta de eliminar os focos de criação do mosquito transmissor, não há razão para pânico. Embora muito desagradável, o curso da doença é autolimitado na quase totalidade dos casos.

Redação Portal Educação

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