Epidemiologia dos municípios: a Dengue ataca novamente
3 de junho de 2008
As mudanças que vêm ocorrendo no clima e que também estão atingindo o meio ambiente têm influenciado em muitos fatores e um deles é a saúde. Doenças antes raras ou até mesmo incomuns começam a aparecer e surtos cada vez maiores surgem não só nos grandes centros. Um exemplo disso é a dengue. A tendência agora é que a dengue se torne uma doença comum à maioria dos brasileiros devido ao crescimento das cidades aliado à falta de saneamento básico, excesso de lixo e de embalagens descartáveis como as latinhas e sacos plásticos que tanto vemos espalhados pelas ruas das cidades.
Investir em milhões de dólares no combate ao mosquito pode ser a saída, já que no Brasil, a ocorrência de vítimas fatais por dengue registradas por ano foi de uma morte para cada 567.464 km² de território. Agora, some-se isso ao custo de um exercício de profissionais altamente treinados para pulverizar um pó anti-larva nos ralos e vasos sanitários e do uso de veículos especiais providos de atomizadores com a missão de borrifar veneno na atmosfera das habitações dos contribuintes durante o amanhecer ou no entardecer, já dá pra se ter uma idéia dos interesses e das cifras alarmantes envolvidas.
Essa epidemia está se alastrando de tal maneira, que é mesmo de real importância que seja adotada uma providência. Mas como ocorre a transmissão da dengue? Para que o surto da enfermidade se instale, é necessário que uma pessoa que esteja com o vírus da doença seja picada pelo mosquito transmissor, o Aedes aegypti, que ao contrário do que a maioria pensa, não nasce com o agente causador. O mosquito apenas transporta a dengue, infectando a pessoa ao picá-la. Outros fatores que também influenciam a disseminação da doença são a biodiversidade, a temperatura média anual que não ultrapassa 18 graus e estiagem.
Como se pode observar, a doença, que já existe há mais de 200 anos, tem apresentado caráter epidêmico e endêmico variado, se agravando nos últimos anos. O aumento da concentração humana em ambiente urbano propiciou crescimento substancial da população viral, sem contar com as alterações ambientais de natureza antrópica têm propiciado o deslocamento e/ou dano à fauna e à flora, bem como o acúmulo de detritos e de recipientes descartáveis, oferecendo abrigos, criadouros e disponibilidade de hospedeiros.
Redação Portal Educação
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