CURSOS ONLINE GRÁTIS NA COMPRA DE UM DOS 1400 CURSOS ONLINE

Tipos de infecção

Artigo por Colunista Portal - Educação - terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Tamanho do texto: A A

Os vírus precisam atravessar barreiras físicas e químicas
Os vírus precisam atravessar barreiras físicas e químicas
As infecções virais podem manifestar-se de dois modos: agudas e persistentes. Nas infecções agudas o vírus é produzido e eliminado rapidamente do hospedeiro, podendo ser sintomáticas ou assintomáticas, subclínicas, isto é, sem sintomas aparentes. Nas infecções persistentes, do tipo crônica, o vírus causador da doença pode persistir por longos períodos de tempo e a doença é caracterizada por destruição celular. Nas infecções persistentes latentes o agente etiológico não é detectável de forma contínua, a expressão viral é limitada e não ocorre replicação viral. Em determinadas situações a infecção latente pode reativar, surgindo um quadro agudo. O termo evolução lenta é utilizado para caracterizar certo tipo de doença, geralmente de localização nervosa, com um longo período de incubação, cuja evolução leva à morte.

Resposta Imune às Infecções Virais

A compreensão da resposta imune do hospedeiro aos vírus é essencial não só para entender os diversos fatores associados à patogênese, mas também para definir estratégias de diagnóstico, prevenção e/ou controle por meio de vacinação.

Barreiras Anatômicas e Secreções de Superfície

Os componentes da imunidade inata são os primeiros a realizar o controle das infecções virais através do bloqueio da disseminação de partículas virais às células do hospedeiro. As primeiras barreiras que os vírus precisam atravessar são as barreiras físicas e químicas inespecíficas. A camada de células epiteliais, muco, o pH, a temperatura e a presença de proteases e de peptídeos antimicrobianos podem influenciar direta ou indiretamente pela modulação da imunidade inata, a eficiência da replicação viral.

Idade

A idade também é um fator que influencia no desenvolvimento de uma infecção viral. Recém-nascidos ainda não têm o sistema imunológico completamente formado e maduro, existindo uma deficiência na resposta imune, tornando o bebê mais susceptível a determinadas infecções e/ou maior gravidade dos sintomas. Por outro lado, o envelhecimento está associado ao aumento de morbidade de infecções virais, bem como na demora no desaparecimento dos sintomas após a infecção. Isto se dá por alteração funcional dos linfócitos T que ocorrem durante o processo de envelhecimento.

Estado Nutricional

O estado nutricional pode influenciar direta ou indiretamente, por deficiência imunológica, a eficiência da resposta protetora. Um exemplo é a maior prevalência de casos graves de sarampo em indivíduos desnutridos.

Constituição Genética

O papel da constituição genética intrínseca no controle ou na progressão de uma infecção pode ser evidenciado pelo fato de que algumas infecções virais parecerem mais ou menos prevalentes em determinados grupos étnicos ou ainda em grupos familiares.

Imunidade Natural ou Inata


A imunidade inata tem basicamente dois objetivos no controle da infecção: a) o controle inicial do patógeno em si, por meio de produção de citocinas, da ativação de fagócitos e células NK; b) a integração com componentes da imunidade adquirida, por meio da maturação e ativação de células apresentadoras de antígenos, da própria apresentação de antígenos e da produção de citocinas pró-inflamatórias.

Imunidade Adquirida ou Específica

A primeira linha de defesa nos estágios iniciais da infecção é constituída pelos componentes da resposta inata. A resposta imune adquirida estabelece após um intervalo de tempo necessário para a ativação, proliferação e diferenciação de linfócitos que reconhecem os antígenos virais. Além de linfócitos também participam de uma resposta específica as chamadas APCs (células apresentadoras de antígeno), os anticorpos, citocinas e as moléculas de MHC classe I e II.

Há dois tipos de resposta imune específica, a humoral, mediada por anticorpos produzidos pelos linfócitos B e a resposta celular, mediada pelos linfócitos T. A presença de anticorpos é muito importante para impedir a disseminação do vírus na fase em que as células infectadas foram destruídas pela replicação viral e as partículas virais foram liberadas para infectar novas células. Em uma fase de reinfecção, a presença de anticorpos específicos já formados é fundamental para bloquear a penetração de vírus nas células.

Enquanto a resposta humoral e seus componentes são importantes para a neutralização dos vírus circulantes e a inibição da disseminação viral, a resposta celular é essencial para outra etapa, a eliminação das células infectadas. Os linfócitos TCD8+, com atividade citotóxica surgem ao lado das células NK, como as principais células efetoras do sistema imune. As células TCD4+ também têm papel importante, uma vez que produzem diferentes citocinas que regulam a ativação de componentes da imunidade inata, de células TCD8+ e de linfócitos B, além de serem essenciais para a formação da memória imunológica.

A principal função efetora dos linfócitos TCD8+ está associada à sua atividade citotóxica e à indução de apoptose da célula-alvo. Através do reconhecimento do antígeno viral por moléculas de MHC I, o linfócito TCD8+ é ativado e libera grânulos citolíticos. Estes grânulos contêm proteínas e enzimas capazes de causar dano e morte da célula-alvo infectada. A ativação dos linfócitos TCD4+, os chamados linfócitos T auxiliares ou T helper (Th) é também de extrema importância para o controle da infecção viral. Estas células têm como principal função efetora a produção de citocinas envolvidas na modulação da ativação de diferentes tipos celulares envolvidos na defesa imune. A expansão de linfócitos TCD8+ e a indução de resposta citolítica podem ser moduladas positivamente por LTCD4+. As citocinas secretadas também ativam as APCs e modulam a produção de anticorpos. Uma visão geral da resposta imune adquirida.
CreativeCommons

Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.

Comentários


colunista

Colunista Portal - Educação

O Portal Educação possui uma equipe focada no trabalho de curadoria de conteúdo. Artigos em diversas áreas do conhecimento são produzidos e disponibilizados para profissionais, acadêmicos e interessados em adquirir conhecimento qualificado. O departamento de Conteúdo e Comunicação leva ao leitor informações de alto nível, recebidas e publicadas de colunistas externos e internos.