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Aspectos gerais dos museus como prática pedagógica

Artigo por Rafael da Silva Camargo - domingo, 26 de maio de 2013

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Museus, resgate da história
Museus, resgate da história
A palavra "Museu” de origem Grega significa "Templo das musas" e já era usado em Alexandria para designar o local destinado ao estudo das ciências e das artes.

Os museus modernos surgiram no século XVII a partir de doações de coleções particulares como a de Grimani a Veneza, mas o primeiro museu como conhecemos hoje surgiu através da doação da coleção de Jhon Tradescant, feita por Elias Ashmole, à universidade de Oxford. No Brasil o primeiro Museu data de 1862, o Museu do Instituto Arqueológico Histórico e Geográfico de Pernambucano (Pernambuco). Os outros museus brasileiros foram fundados no Séc. XX, sendo o mais importante pela qualidade do acervo, o MASP-Museu da Arte de São Paulo fundado em 1947.


Museus na atualidade são espaços importantes, para a preservação histórico-cultural das sociedades, nas quais está inserido bem como, outras instituições educacionais e culturais podem e devem ser utilizadas no processo ensino-aprendizagem.

Todas as peças contidas em um Museu contêm um pouco da memória social da sociedade pela qual foi ele construído, ao adentrar nas dependências de uma destas instituições é facilmente possível “viajar” no tempo, voltando ao passado e recriando mentalmente uma realidade longínqua.

Instigar a curiosidade do visitante pode ser a arma mais valiosa de um Museu, deixar o visitante com vontade de voltar e ou conhecer mais das histórias contidas direta e indiretamente nos objetos expostos valoriza não só o trabalho da instituição, mas também pode fazer com que se ocorra um melhor aprendizado acerca da temática proposta pela exposição.

Atualmente a Museologia tem rompido parâmetros tradicionais ficando cada vez mais interativos aliando tecnologia e tradição em busca não apenas conservar documentos, objetos históricos, hábitos culturais e sociais diversos, juntamente a isto procura se transformar em um espaço democrático e lúdico.

Algumas reflexões sobre estes fatores trazem algumas inquietudes e desafios para o profissional que conduz este processo importante, manter a essência Museóloga sem deixar de lado as novas tecnologias existentes em um mundo cada vez mais interativo e tecnológico.

É deveras valiosa a participação de profissionais de diversas áreas do conhecimento além de um pouco de criatividade para que se possa realizar um trabalho pedagógico atraente não apenas para jovens estudantes, mas para um público de todas as idades uma vez que todos ao frequentarem um Museu devem aprender algo com a exposição a qual foi visitar, com os visitantes mais idosos não é raro às vezes o próprio organizador do material exposto aprende um pouco mais sobre o assunto e ou época representada na exposição. Isto enriquece o processo ensino-aprendizagem, pois como diria um velho pedagogo “ao ensinar se aprende quase que na mesma proporção”.

A busca de uma metodologia diversificada deve ser o norte da pratica pedagógica de um Museu aliando não apenas conhecimento acadêmico bem como criatividade na busca de maneiras atraentes para envolver seus visitantes no ambiente proposto pela exposição.
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Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.

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colunista

Rafael da Silva Camargo

Graduado em História pela Universidade Norte do Parana (UNOPAR) 2012. Com experiencia tanto na área de pesquisa quanto na docência. Foi responsável durante (2010-1012) pelo Museu Vila Rica de Julio de Castilhos -RS onde desenvolveu alguns projetos pedagógicos e lúdicos. Atualmente redator do Blog Porque Rafael, mídia eletrônica ligada a História, Cultura local e regional