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No ano passado a prova do Enem foi roubada, mostrando mais uma vez o quanto é frágil o processo
9 de agosto de 2010

Mas a polêmica com o Enem não acontece de agora. No ano passado, a prova foi cancelada após roubo
Após o grande alarde, dos dados dos alunos que fizeram a inscrição para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) terem vazado na internet, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), postou em seu site que o motivo para tal acontecimento ocorreu devido a uma “fragilidade no sistema”.
Cerca de 12 milhões de participantes ficaram à mercê com os dados disponíveis na internet. Segundo Joaquim Soares Neto, presidente do Inep, o problema já foi corrigido e os dados já estão em sigilo.
De acordo com a reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, as informações pessoais dos participantes das edições do Enem de 2007, 2008 e 2009 podiam ser acessadas pelo site do Inep. Para o presidente, o acesso a esses dados é reservado às instituições de ensino que usam a nota do exame como critério de seleção e só podem ser consultados por meio de senha.
A explicação na reportagem foi que após o acesso à página com os dados de inscrição do candidato, o link poderia ser copiado e aberto em outros computadores sem a necessidade da senha. Mas Neto explica que, uma instituição deve ter repassado o link ao jornalista do Estado de S. Paulo. “Foi uma fragilidade no sistema de segurança porque você poderia ter acesso aos links sem ter a senha”.
Mas a polêmica com o Enem não acontece de agora. No ano passado, a prova foi cancelada às vésperas da sua realização, após ser roubada de dentro da gráfica que imprimia o material. Todo o esquema de aplicação da prova teve que ser remodelado. O exame foi aplicado dois meses depois com um índice recorde de abstenção. Na avaliação de Neto, essa nova falha no sistema não compromete a credibilidade do órgão ou do próximo exame, que será realizado em novembro.
Informações divulgadas pelo Ministério da Educação (MEC), explicava que os links desprotegidos com o nome completo, o CPF, a carteira de identidade, o número de inscrição do Enem e nome da mãe do participante estavam a benefício de qualquer indivíduo mal-intencionado. “Cabe ao MEC promover auditoria para apurar o incidente e saber o que realmente aconteceu”, explica Emileide da Costa, tutora do Portal Educação. Para ela, tal processo mostrou como anda a fragilidade do sistema da instituição de ensino.
Fonte: Assessoria de Imprensa
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