Para compreender como essa tendência se comporta atualmente, a InformationWeek EUAencomendou um estudo sobre o assunto e descobriu que 65% dos profissionais que trabalham com tecnologia corporativa ainda não consideram a migração das aplicações de suas empresas para o modelo de cloud computing como prioridade.
O estudo realizado com 456 profissionais revelou que 34% dos entrevistados sequer estão interessados em cloud computing. No mesmo passo, 28% afirmou não saber nada sobre o assunto. Enquanto isso, 20% considera utilizar computação em nuvem no futuro e os outros 18% revelam que já utilizam alguma tecnologia dentro do conceito.
Nesse momento, o ceticismo dos profissionais de TI se tornou aparente quando 23% dos entrevistados manifestaram que cloud computing é “somente uma propaganda exagerada; uma antiga proposta com nome diferente”. Tal postura é bastante compreensível – mudanças são sempre difíceis -, mas os ambientes móveis e interconectados da atualidade exigem novas abordagens para poderem proporcionar aplicativos corporativos.
Segurança na nuvem: padrões estão sendo trabalhados
Existe um consenso geral de que padrões são necessários para a computação em nuvens - o consenso seria, na verdade, o fato de que oito diferentes grupos se dispuseram a preencher as lacunas. Como sugerem os grupos envolvidos, os trabalhos acabaram de começar, incluindo os padrões relacionados à segurança.
Um dos desafios é que as empresas não têm um histórico com o serviço de computação em nuvem para criar padrões firmes ou trabalham com apenas um ou dois fornecedores de nuvem, tornando difícil generalizar a partir dessa experiência. “Ainda é preciso trabalhar muito antes que a indústria entenda de onde vêm os furos de segurança em computação em nuvem”, defende Paul Simmonds, do Jericho Forum.
Em maio, o Jericho Forum disse que iria trabalhar com o líder dos fornecedores de nuvem Cloud Securiity Alliance para promover as melhores práticas em segurança de nuvem. Entre os membros do Jericho Forum estão AstraZeneca, Boeing, BP, Eli Lilly e KLM, assim como os fornecedores de TI IBM, Qualys, HP, Motorola e Symantec.
No final, eles esperam chegar a padrões que permitam que as empresas possam integrar, seguramente, serviços de computação em nuvem de diferentes fornecedores e ter a garantia de que seus dados ficarão seguros nas nuvens. Puhlmann disse que “se encontrarem padrões existentes que funcionem na computação em nuvem, com certeza serão usados”.
Riscos do Cloud Computing
1) Menos proteção à privacidade sob os olhos da lei
Para obter as informações que você tiver armazenado nos servidores de terceiros na web, nos EUA eles só precisam de uma citação, o que é bem mais fácil de se conseguir. Este tipo de busca também pode ocorrer até mesmo sem o seu conhecimento.
2)Frágeis sistemas de segurança são fáceis de invadir
O governo ter acesso aos seus dados armazenados na nuvem provavelmente é uma preocupação muito menor do que um indivíduo qualquer ilegalmente ter este acesso. Em aplicativos colaborativos na web que são feitos para grupos as questões de segurança se relacionam com todos os envolvidos.
3) Travamento de dados e controle de terceiros
Quando você vive na nuvem, você está à mercê de uma empresa que pode tomar decisões sobre os seus dados e plataforma de maneiras nunca vistas antes na computação.
4) Indisponibilidade do servidor e congelamento de conta
Os servidores podem sair do ar, e quando você depende de um aplicativo na web para acessar algum arquivo ou e-mail. Tecnologias offline como o Google Gears, funcionalidades decentes de exportação e um bom sistema de backup podem aliviar esta questão em particular, mas nem todos os sistemas oferecem estes recursos.
Na verdade, qualquer tentativa de definir o que é Cloud Computing pode não ser 100% precisa. Isso porque as ideias por trás da noção de Computação nas Nuvens são muito novas e as opiniões de especialistas em computação ainda divergem. Essa é uma noção básica da “computação nas nuvens”.
Fonte: http://uouinfo.com.br/site/2011/04/07/computacao-nas-nuvens/