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Escolas particulares de idioma não terão mais convênio com governo de SP

O motivo, segundo o governo, é para investir em Centros de Ensino de Línguas


29 de abril de 2011


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O objetivo é diminuir a evasão escolar e contar com a estrutura já existente

O objetivo é diminuir a evasão escolar e contar com a estrutura já existente

Os mais de 80,8 mil alunos da rede estadual, que estudavam com bolsa em instituições particulares no ano passado, não terão mais esse benefício. Apesar do contrato não ser renovado, os alunos vão poder contar com um ensino de línguas mais aperfeiçoado e com mais idiomas. Pelo menos é essa a promessa do governo.

De acordo com as instituições que fornecem o ensino de línguas particular, esse ano o governo não abriu nova licitação e os alunos não estão sendo mais atendidos. Segundo a Secretaria de Educação, a pretensão é ampliar os Centros de Ensino de Línguas (CELs), que funcionam nas escolas estaduais de 98 cidades, para absorver os 80,8 mil alunos que estavam na rede particular.

Porém, os alunos ainda esperam uma resposta de como o governo pretende dobrar a capacidade dos CELS, que hoje atendem a 58 mil estudantes. Nos CELs, os estudantes têm aulas de inglês (módulos de 120 horas), japonês, espanhol, francês, italiano e alemão (todos com 480 horas em dois níveis). Na rede particular, os cursos oferecidos eram de inglês, francês e espanhol (em módulos de 80 horas).

“A intenção foi boa, pois isso foi uma forma que o governo encontrou para investir no ensino de idioma oferecido pelo governo por meio das CELs (Centros de Ensinos de Línguas), mostrando que estamos valorizando cada vez mais o aprendizado de uma segunda língua”, opina o tutor de idiomas do Portal Educação, João Marcus.

Segundo o governo de São Paulo, a quebra do convênio foi uma questão econômica, já que no ano passado o governo gastou com cerca de R$ 41 milhões com as escolas particulares e R$ 810 mil com os CELs – sem contar os salários dos professores, que são profissionais da rede. Outro ponto levantado pela Secretaria é a evasão escolar, que nos centros de línguas foi de apenas 13,8%, enquanto na rede privada chegou a 32,4%.

Fonte: Assessoria de Imprensa


TAGS: escolas, idioma, convênio, governo

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