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O aprendizado de um segundo idioma


8 de junho de 2011


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O aprendizado de um segundo idioma é algo muito comum há muito tempo na Europa e nos Estados Unidos.
Até mesmo na Ásia, onde japoneses, chineses e coreanos que já se deram conta que o mundo ocidental não vai gastar seu precioso tempo para aprender milhares de ideogramas, as pessoas cultas estão estudando inglês. Meu pai, que nasceu em 1905, na Prússia Oriental e tinha como língua nativa o alemão, estudou inglês em seus anos de adolescente. Infelizmente o estudo de idiomas estrangeiros ainda não é um costume devidamente enraizado no Brasil, nem mesmo em nosso estado, que tem forte influência européia.

Este fato é lamentável. Lamentável como foram muitos dos procedimentos levados a efeito no Brasil durante a Segunda Guerra Mundial. O ditador brasileiro deste período, de simpatizante do terceiro Reich e de Adolf Hitler, pulou repentinamente para o lado dos aliados. E isso que Getúlio Vargas detestava o comunismo, tendo chegado a entregar a comunista, Olga Benário, a Hitler para ser executada. Tal fato bem mostra a sua raiva em relação a comunistas, socialistas e anarquistas. Por sinal nunca entendi como certos políticos gaúchos, crias do ditador, sempre se caracterizaram como defensores do socialismo, algo que seu líder máximo abominava.

Voltando ao fato lamentável mencionado acima: o ditador da hora (GG) proibiu o uso do idioma alemão em nosso país, revelando uma magnífica falta de visão cultural.

Aqui em nossa “mui leal e valerosa” cidade de Porto Alegre, ficaram célebres os casos de ingleses falando inglês na Rua da Praia e que foram atacados pela turba ignara. Ora, por mais ignorante que uma pessoa seja, se um dia ela sentou em um banco escolar, ela sabe que inglês e alemão soam muito parecidos. Proibir o uso do idioma alemão significava também proibir o uso de inglês, língua falado pelos aliados, os inimigos do Eixo Roma, Berlim e Tóquio (RO-BER-TO).

Acredito que devido aos aspectos mencionados, mais uma indisfarçável dor de cotovelo em relação aos loiros de olhos azuis mencionados pelo nosso ex-sapientíssimo presidente, a tendência dos gaúchos é minimizar a importância de dominar um segundo idioma. Ele foi o pior exemplo dos últimos anos, pois tanto quanto se sabe, só falava português.

To make a long story short (para resumir), no RS, paira um significativo preconceito (prejudice) contra línguas européias em geral, exceção feita àquelas faladas na península ibérica.

No entanto, não é mais admissível que uma pessoa não saiba falar inglês fluentemente.
E quanto antes um ser humano for exposto aos sons do idioma estrangeiro que seus pais acreditam que o filho deva aprender, melhor.

A enorme capacidade que os seres humanos têm para aprender sistemas de comunicação oral começa a diminuir sensivelmente a partir da puberdade. A razão é simples. O primeiro sentido da espécie homo sapiens que se deteriora é o sentido da audição. Como tal deterioração é muito lenta, nós não nos damos conta de tal perda.

Não estou, em absoluto, dizendo que uma pessoa mais velha não possa aprender um idioma estrangeiro. Pode, sim, mas as dificuldades serão maiores devido ao fato que o nosso primeiro contato com qualquer idioma é através da audição. Consequentemente, qualquer escola de inglês (ou de qualquer idioma estrangeiro) que não iniciar o ensino através da parte oral estará definitivamente desperdiçando o tempo e o dinheiro de seus alunos. Ouvir e repetir constitui o embasamento de qualquer curso atualizado. Existem tantos cursos e “professores” despreparados que pelo menos isso você deve saber: tudo começa por ouvir e repetir.

Lembro a quem estiver lendo estas mal traçadas linhas que a atividade de aprender um idioma estrangeiro (insisto que no atual momento a melhor escolha é aprender INGLÊS) tem muitos benefícios adicionais (fringe benefits – em inglês) do tipo compre um e leve três ou quatro.

O primeiro benefício adicional que você recebe, com já disse dezenas de vezes nesses últimos 502 artigos sobre a língua inglesa publicados no JC, é uma melhor compreensão do seu idioma nativo. Como conseqüência, você aprende a se comunicar melhor em português.
Dixi. (DIXI é a palavra latina para expressar a frase tenho dito).
Have an excellent week.

Referências Bibliográficas.

http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=64038

Roberto H. Ebelt | roberto@henrys.com.br

O Inglês Nosso de Cada Dia

 

Notícia da edição impressa de 06/06/2011

 

 
 

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