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Adeus à rotatividade

Shows de música interativos, incentivo ao empreendedorismo, dias de folga para criar: vale tudo para reter talentos nas empresas


13 de outubro de 2011


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Eles estão liberados para trabalhar em qualquer outro lugar, desde que desenvolvam novas ideias

Eles estão liberados para trabalhar em qualquer outro lugar, desde que desenvolvam novas ideias

A escassez de mão de obra qualificada é uma das maiores preocupações dos empresários brasileiros nos últimos tempos. Para muitos deles, adotar ações que promovam a retenção dos funcionários se tornou uma necessidade. Na busca por soluções inovadoras, surgem iniciativas interessantes, como estimular atividades musicais, reservar um dia para a criação e até mesmo incentivar os colaboradores a abrirem seus próprios negócios.

Para diminuir a saída de funcionários, a Art IT, empresa de tecnologia da informação com sede em Campinas (SP), desenvolveu em 2008 um programa musical batizado de Art Music. Todas as sextas-feiras, das 17h às 18h, 171 colaboradores da empresa podem dar uma palhinha como músicos e cantores. “A retenção de funcionários no setor de TI é difícil. Para integrar os nossos colaboradores, desenvolvemos uma atividade que abrange criação e participação”, diz Romulo Cesar de Paula, sócio da empresa. Na sua opinião, a ação permite que os funcionários se relacionem de forma casual com os líderes e diretores da empresa. “A atividade reduziu em 50% o índice de rotatividade”, diz.

A difícil tarefa de fidelizar 60 funcionários com idades entre 19 e 30 anos fez com que Juliana Parente, sócia do portal de saúde e bem-estar Minha Vida, criasse o EdeaDay. Durante um dia inteiro, nas sextas-feiras, os funcionários não precisam comparecer à empresa. Eles estão liberados para trabalhar em qualquer outro lugar, desde que desenvolvam ideias para melhorar o desempenho do negócio. Mas a permissão para a descontração exige comprometimento. Todos os meses, há reuniões para avaliar as ideias geradas durante os dias de relaxamento. Segundo Juliana, o EdeaDay já trouxe resultados. “Antes tínhamos reuniões exaustivas para pensar em inovações. Hoje, tudo é mais rápido, porque os profissionais estão em constante trabalho de criação”, diz a empresária. Uma das ideias sugeridas pelos funcionários foi mudar o modo como os clientes interagiam com o site da empresa. Em vez de fóruns de discussões, foi adotado o esquema de comentários sobre as matérias publicadas. A mudança fez com que dobrasse a participação dos internautas.

Incentivar o empreendedorismo foi a iniciativa adotada pela Ci&T, especializada na integração de sistemas corporativos. Quem tiver uma ideia para a abertura de um novo negócio pode apresentá-la para a diretoria. A única regra é que a nova empresa deve atuar em outra área. Caso o modelo seja aprovado, a Ci&T cria o novo negócio junto com o funcionário, tornando-se um dos sócios. “Nós custeamos o desenvolvimento do projeto, damos todo o suporte relativo a marketing, setor operacional e setor financeiro, e apresentamos ao novo empreendedor uma importante rede de contatos, para que ele possa aprimorar sua ideia”, diz Bruno Guiçardi, diretor de operações da Ci&T. Neste momento, dois projetos estão em andamento. Um deles é uma empresa de games para iPhone e o outro é um aplicativo de fitness para o celular da Apple. A Ci&T já investiu R$ 500 mil nas duas empresas.

Fonte: Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios


TAGS: funcionários, empresários, empresas, ideia

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