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A Crise de carro a rabo


9 de março de 2009


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Após perder a liderança de maior montadora de automóveis do mundo para a japonesa Toyota, a General Motors agora vive outro dilema: a possível falência. Sites especializados em economia garantem que a empresa deve recorrer em alguns dias para o pedido de concordata.
 A baixa das vendas de carros da montadora nos Estados Unidos, caindo pela metade, faz com que as ações da empresa na bolsa de valoras despencassem. A GM já pediu, desde dezembro de 2008, mais de R$ 13 Bilhões de dólares para continuar operando. Segundo especialistas, a empresa deve pedir mais de R$ 20 bilhões para sobreviver à crise.
 Em Mato Grosso do Sul, uma empresa pediu recuperação judicial perante o cenário econômico vivenciado pela falta de liquidez. A empresa alegou os Rompimentos severos no comércio global da carne bovina, queda excessiva na demanda dos principais países importadores, levando ao excesso de oferta de produtos, queda de preços na exportação acima da desvalorização da moeda brasileira, redirecionamento do volume exportado para o mercado interno brasileiro e o preço estável do gado, como fatores para a falta de dinheiro. Com isso, as unidades de Anastácio e Nova Andradina estão paradas.
 As empresas do mundo inteiro estão ficando sem dinheiro, fazendo a produção cair e o desemprego aumentar. No frigorífico Independência, os reflexos da crise chegaram ainda em fevereiro quando a empresa fechou a unidade de Campo Grande, demitindo 400 funcionários e recolocando mais 130. A cidade de Anastácio, o comércio gira em torno dos funcionários da empresa, pois o frigorífico emprega aproximadamente 800 funcionários e possui uma folha de pagamento em torno de R$ 1 milhão de reais.
 As baixas vendas de automóveis refletem os sinais da crise, mas as pessoas podem até ficar sem carro, mas não sem alimentação. Várias agroindústrias brasileiras já anunciaram cortes nos funcionários devido a baixa exportação. Países já em dificuldade reduziram o pedido devido à falta de crédito e o Brasil, segundo maior exportador de carne do mundo, já começa a enfraquecer.
 Agora, com ajudas financeiras através de pacotes de recuperação, fazem as empresas respirarem um pouco melhor, mas no caso da GM, se a crise insistir a continuar, a empresa pode enguiçar e demorar em ser rebocada.

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