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Mercado de Trabalho: o desafio da inclusão de pessoas com necessidades especiais


25 de fevereiro de 2009


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Quando se trata da dificuldade da inclusão de pessoas com deficiência no mercado trabalho o debate ainda gira em torno do preconceito. Mas mesmo diante de leis que determinam a contratação e manutenção desses trabalhadores, empregados e empregadores parecem não entrar em um consenso sobre o tema. De um lado estão as pessoas com necessidades especiais que reclamam da desigualdade, enquanto do outro, as empresas dizem que o problema é a falta de qualificação.
Há alguns anos a dificuldade desse trabalhador deixou de ser a ausência de leis e passou a ser a correta aplicação destas. A grande mudança aconteceu a partir da Lei n° 8.213/91, que exige às empresas com mais de 100 empregados ter de 2% a 5% de seus quadros funcionais compostos de pessoas com deficiência ou de profissionais reabilitados, respeitando a seguinte proporção:
• até 200 empregados.............................. 2%
• de 201 a 500 empregados.....................3%
• de 501 a 1000 empregados..................4%
• de 1001 em diante..................................5%
Mas a existência de leis que regulamentam o processo não garante que a inserção e a manutenção de pessoas com necessidades especiais no mercado de trabalho sejam concretas. O fato é que isso ainda depende de três fatores importantes: a qualificação da pessoa com deficiência, a educação do empregador e a disposição políticas públicas eficientes.
Ao candidato que tem alguma necessidade especial cabe buscar qualificação, já que qualquer trabalhador sem o mínimo de estudo tem dificuldade de encontrar emprego. Para isso existem ONGs e escolas especiais que oferecem aperfeiçoamento às pessoas com deficiência.
A empresa, por sua vez, deve procurar desenvolver ou se ligar a programas já existentes de educação e treinamento desses candidatos. Processos seletivos não discriminatórios e que utilizem parâmetros diferenciados de seleção também são importantes.
Com a contratação efetivada, é preciso que o empregado com necessidade especial encontre a mesma igualdade de salário e de ascensão profissional que os demais trabalhadores da empresa. Ele também deve encontrar no ambiente de trabalho um local de estímulo às suas aptidões, sem que precise camuflar sua deficiência física, sensorial ou mental.
Abolidos os preconceitos e adotadas as devidas medidas, tanto empresa quanto empregado tendem a crescer. O primeiro porque vai ter um empregado com dedicação igual ou até maior que os demais, e a pessoa com deficiência porque perceberá que dentro de suas limitações tem capacidade tanto quanto as outros. 
 

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Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.

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