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Artigo Recursos Humanos: E OS PACOTES?


24 de junho de 2008


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E OS PACOTES?
 
 
LUIZ AUGUSTO COSTACURTA JUNQUEIRA
 
 
A palavra pacote tornou-se estigmatizada e temida pelos profissionais de treinamento e recursos humanos.
 
Tornou-se lugar comum ouvirmos referências pouco elogiosas e programas/pacotes ou empresas de consultoria que trabalham com pacotes.
 
O propósito deste artigo é o de analisar os pacotes, mostrando seus aspectos positivos e negativos, as situações em que são mais ou menos adequados e o que pode e deve ser feito para administrar uma realidade de mercado em que os pacotes estão cada vez mais presentes.
 
O que determina se um programa de desenvolvimento gerencial é adequado ou tem condições de dar certo, não é o fato de ser ou não pacote, mas sim:
 
  • A entidade executora ter uma experiência comprovada no assunto (consultas a clientes anteriores é fundamental, inclusive indagando sobre eventuais fracassos)
  • Uma postura de flexibilidade para se fazer o que o cliente necessita e não o que a consultoria dispõe.
  • A entidade executora esteja atualizada relativamente ao assunto em questão (viagens referentes ao exterior, participação em eventos como expositor, são alguns indicadores).
  • A possibilidade de se estabelecer um vínculo tangível do programa com o planejamento global da empresa.
  • Que as partes envolvidas: consultoria, unidade de RH, participantes e respectivas chefias, tenham uma expectativa comum em termos de conteúdo e produto final.
  • Que a metodologia adotada possa orientar a abordagem teórica e experiências práticas para a solução de problemas específicos do grupo e da empresa contratante e isto, sempre que possível, durante a duração do próprio programa.
  • Que haja um equilíbrio metodológico entre aspectos comportamentais e técnicos (cognitivos).
  • Que esteja sempre presente a idéia de que o programa não termina com o fim do Seminário e que haja uma série de atividades de follow-up com o grupo, inclusive para se medir a relação custo/benefício.
  • Que a consultoria deixe sempre claro quais são as bases teóricas do programa e quais as expectativas possíveis de serem atingidas, realisticamente.
  • Que haja um envolvimento efetivo da Diretoria da empresa no planejamento, execução e avaliação do programa.
 
Pelo que foi exposto pode-se concluir que pacote ou não, o programa que respeitar os itens anteriores tem enormes possibilidades de dar certo.
 
É sempre bom lembrar que o pacote representa:
 
  • Experiência acumulada
  • Resultados mais previsíveis
  • Possibilidade de se conhecer previamente o que vai ser abordado
  • Comparatividade com o que já foi realizado para outras empresas
  • Um custo às vezes mais baixo, pois parte da etapa de planejamento já foi amortizada
 
O lado escuro do pacote é representado por:
 
  • Baixa flexibilidade para alterações e adaptações à realidade da empresa (especialmente os importados)
  • Uma solução única e uniforme para todos os problemas da empresa
 
Constatamos que boa parte dos profissionais de recursos Humanos reage ao pacote essencialmente por ser algo conhecido, previsível.
 
A inovação “representada pelos chamados sob medida” não é necessariamente positiva, há que se medir sempre os resultados de sua execução; o mesmo, evidentemente, se aplica aos pacotes.
 
E quando os pacotes não são adequados?
 
  • Quando o problema é fundamentalmente comportamental
  • Quando pacotes anteriores não deram certo para a solução do problema em questão
  • Quando não se identifica flexibilidade por parte do consultor que vai dar o programa
  • Quando a empresa não sabe exata e efetivamente o que quer, mesmo com a ajuda do consultor
 
Finalizando, lembramos que sempre haverá lugar para os pacotes e os programas sob medida. O ideal talvez seja, optar pelos pacotes sob medida, ou seja, contratar programas que já foram executados tantas vezes que a experiência acumulada poderia render dez dias de Seminário, quando o que se demanda é algo por volta de três dias. A sabedoria consistirá em pinçar dentre os dez dias, aquilo que mais se adequar às necessidades da empresa e se montar um programa de três dias. (a quatro mãos)



LUIZ AUGUSTO COSTACURTA JUNQUEIRA, é Chief Executive Officer do Instituto MVC, Autor do livro Cada Empresa tem o Consultor que Merece (www.institutomvc.com.br)
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Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.

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