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quinta-feira, 19 de julho de 2012 - 17:41

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Pedagogia Empresarial - Conceito

por: Colunista Portal - Educação

Antes o empregador não se importava com o nível de conhecimento
Antes o empregador não se importava com o nível de conhecimento

No mercado de trabalho de antigamente o desenvolvimento profissional não era muito valorizado, as empresas contentavam-se em suprir suas necessidades mais específicas, e a valorização da mão de obra girava em torno da capacidade da realização de tarefas instituídas e da repetição a contento das mesmas, procurando, sem muita pressa ou intensidade, conseguir um arremedo de perfeição no produto final.

A repetição e a mecanização das tarefas distinguiam o mercado de trabalho manual do intelectual que, por sua vez, não requisitava profissionais com um índice tão alto de capacitação como hoje em dia. A capacitação mais ampla era voltada para os níveis mais restritos da empresa, na tentativa de preparar o chefe para ser chefe numa constante que permitisse garantir os processos gerenciais da alta administração da empresa.

Não era preocupante para o empregador o nível do conhecimento de seus funcionários, e nem o interessava aqueles que pensassem em crescer com a empresa, num processo de colaboração empresa-funcionário. Mas os tempos mudaram, e, segundo HOLTZ (2006, p.16), "os melhores chefes conseguem resultados brilhantes porque são líderes educadores". Hoje em dia a diferença está na perda da noção antiquada de 'continuidade' - ato de pensar ser eterno e insubstituível dentro de uma empresa.

Hoje não podemos mais pensar ou garantir um emprego ideal para a vida inteira. Há a necessidade mais urgente de 'se manter empregado', pois a rotatividade na aquisição e dispensa de funcionários em uma empresa passou a ser a garantia da procura da perfeição, da satisfação da empresa para com o empregado.

Então o funcionário perfeito não existe mais? Digamos que a questão não é mais a existência ou não do 'funcionário padrão', mas a garantia de possuir uma pessoa que se adapte aos momentos e mudanças da empresa, alguém capaz de colaborar e de estar sempre empenhado em crescer juntamente com a empresa, garantindo não só o sucesso pessoal, mas também o crescimento do negócio.

A empresa são as pessoas, that's all. A empresa que possui pessoas capazes com habilidades e atitudes empreendedoras e inovadoras começa não só a pensar, mas a agir na busca da superação dos obstáculos do mercado, desenvolvendo a capacidade e a habilidade em detectar e solucionar os desafios que se lhe apresentam mais imediatamente e de forma mais contundente.

Assim como crescem as experiências decorrentes desse tipo de atitudes empreendedoras, também tende a crescer juntamente a economia e a qualidade dos serviços. Ratificando esse conceito de personificação de uma empresa, citamos a escritora Marisa Eboli (2004), que fala em qualidade na empresa e diz que "são os aspectos relativos ao comportamento e às atitudes que estão imprimindo as características diferenciadoras de estilo e qualidade de gestão".

E é a educação a mola mestra de todo esse processo. HOLTZ (2006) coloca a Educação como um conjunto de ações que as pessoas realizam, com interesses pessoais e coletivos, no sentindo de utilizar suas potencialidades físicas e psicológicas. É essa educação que irá preparar a pessoa para o mercado de trabalho. Sendo assim, o nível cultural dos funcionários de uma empresa é fator condicionante para o acesso a essa capacidade de atualização e adequação.

A educação empresarial ganhou força a partir da informática e dos processos de inovação dessa 'Idade Mídia' e, apesar de sempre ter existido dentro da empresa por meio dos investimentos e incentivos dos governos ao desenvolvimento pessoal do trabalhador brasileiro, nunca foi tão valorizada e impulsionada como agora.

O que causou essa aceleração foi a globalização ocorrida a partir da década de 90, que imprimiu uma nova característica na educação empresarial: a competitividade. Nessa fase de desenvolvimento competitivo, impõe-se ao líder, chefe, empresário, um novo padrão de relacionamento com seus subordinados, fator chave e condicionante para que a aceitação da nova fase inovadora e empreendedora seja não só reconhecida, mas procurada por todos da empresa, indistintamente.

 Uma das figuras muito importantes nessa nova 'cara' que se dá à educação empresarial neste início de século é o pedagogo. O Pedagogo é conhecido como um especialista na arte de educar. Mas sua atuação atualmente se estende às várias áreas ligadas à educação e ao comportamento humano.

Com isso sua atuação se estende às empresas, desenvolvendo processos de aprendizagem dentro delas (HOLTZ, 2006). [...] tanto a empresa como a Pedagogia agem em direção à realização de ideais e objetivos definidos, no trabalho de provocar mudanças no comportamento das pessoas. Esse processo de mudança provocada, no comportamento das pessoas em direção a um objetivo, chama-se aprendizagem. E aprendizagem é a especialidade da Pedagogia e do Pedagogo.

(HOLTZ, 2006, p. 06) O pedagogo empresarial tem a função de encontrar soluções para os problemas educacionais das empresas, otimizando a produtividade e conduzindo atividades que alcancem o objetivo de cada empresa. Ele também promove o bom relacionamento humano entre a equipe, proporcionando a todos um ambiente agradável e estimulador (HOLTZ, 2006).

Porém, não depende somente de querer, a lista de necessidades básicas para que se procedam mudanças significativas dentro de uma empresa também elenca fatores como a ética profissional, a qualidade na gestão, a responsabilidade social, a inovação sem prejuízo e os compromissos com o RH. A competitividade, desse modo, garantir-se-á por meio de uma série de processos educativos que devem se comprometer em ensinar a crescer, e é o que estaremos chamando a partir de agora de PEDAGOGIA EMPRESARIAL.

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