(1)
(20)
Do ponto de vista fonoaudiológico, aparecem as dificuldades para alimentar-se, engolir e mastigar os alimentos
10 de janeiro de 2012

Observa-se, também, no estágio mais avançado, dificuldades respiratórias.
Considerada entre as doenças neuromusculares, a doença de Parkinson caracteriza-pela combinação de quatro importantes sinais: a pessoa apresenta rigidez da musculatura corporal, tremor quando fica em repouso, ausência de alguns movimentos, além da dificuldade para manter-se em postura. Esses sinais são devido à diminuição da liberação do neurotransmissor, chamado dopamina, por causa da degeneração de neurônios do Sistema Nervoso Central, especificamente localizados na substância negra do mesencéfalo.
Incidência
Embora a Doença de Parkinson possa ser encontrada entre pessoas mais jovens, ela costuma iniciar-se após os 50 anos de idade. Clinicamente observa-se comprometimento da metade do corpo, que vem surgindo de forma gradual e lenta. Mais tarde, essa manifestação começa a aparecer em forma de desequilíbrio nas duas partes do corpo, comprometendo-o, o que leva a pessoa a tomar vários tombos.
Alterações fonoaudiológicas
Do ponto de vista fonoaudiológico, aparecem as dificuldades para alimentar-se, engolir e mastigar os alimentos, o que chamamos de Disfagia. Como conseqüência, a pessoa começa a perder peso. Além da dificuldade para comunicar-se, em função de todos os sinais corporais que a pessoa vem apresentando, tremor, rigidez, equilíbrio e ausência de alguns movimentos. Observa-se, também, no estágio mais avançado, dificuldades respiratórias.
Com a dificuldade para articular as palavras, a pessoa com doença de Parkinson apresenta Disartria. A qualidade vocal, a ressonância, a modulação da voz e a intensidade ficam prejudicadas tanto pela dificuldade articulatória, quanto pela dificuldade de fonação, o que chamamos de Disfonia.
A fonoterapia
Após avaliadas essas características específicas, a fonoaudiologia traça o plano terapêutico para trabalhar, junto aos familiares, o parente acometido da doença de Parkinson. A base da fonoterapia é a terapia fisiológica, ou seja, exercícios que envolvam todas as deficiências, articulatórias, de deglutição e de fonação.
A equipe interdisciplinar
Outros profissionais como o fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, em clínicas especializadas deverão estar acompanhando, junto ao fonoaudiólogo, a reabilitação. Além do médico, que com o tratamento cirúrgico, vai atuar na melhora dos sinais motores corporais, e com o farmacológico, que vai atuar na reposição de dopamina.
É sempre bom lembrar que hoje em dia profissional nenhum pode estar trabalhando sozinho, senão junto a uma equipe especializada e a fundamental ajuda dos familiares.
Fonte: acessa.com
TAGS: Doenças, parkinson, dificuldades, fonoterapia
Comentários
(1)
(20)