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Educação deve ser prioridade para o futuro presidente

A baixa remuneração desestimula profissionais da área


5 de outubro de 2010


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Brasil investe 4,7% do Produto Interno Bruto (PIB) enquanto outros países até 7%

Brasil investe 4,7% do Produto Interno Bruto (PIB) enquanto outros países até 7%

Com o segundo turno a vista, o Brasil deve eleger o governante do Brasil pelos próximos quatro anos. Alguns assuntos e promessas de campanha norteiam o pleito presidenciável, que se dividem com propostas de segurança pública, saúde, dignidade, economia e educação. Bem diferente de como era na primeira eleição, após o fim do regime militar, hoje os candidatos precisam de propostas completas para garantir qualidade na educação de todos.

Em depoimento para a agência Brasil, a diretora-executiva do Movimento Todos pela Educação, Priscila Cruz, salientou que a educação “é um grande mosaico de fatores que o gestor precisa levar em conta de acordo com a realidade da escola, por isso requer investimentos direcionados, assim garantindo qualidade nos principais pilares do Brasil, como a educação”, diz Cruz.

Não há regra e nem livros que ditem princípios para construir um pilar sólido para a educação brasileira. Alguns fatores colocam os professores como as peças-chave para essa qualidade tão sonhada. Salários dignos, valorização profissional, plano de carreira, contratação de mais mestres podem ser o começo do futuro educacional.

Segundo estudo da Unesco, a média salarial do professor da educação básica, em 2006, era de R$ 927, com grandes variações nos estados chegando a R$ 635, na região nordeste do país. O rendimento é bem menor do que o de outras carreiras que também exigem formação de nível superior.

“Não é que toda a responsabilidade seja do professor, mas há um amplo reconhecimento de que esse é um dos principais fatores para a qualidade da educação, o salário”, coloca o oficial de projetos da Unesco, Wagner Santana.

O motivo para o representante da Organização das Nações Unidas para Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Vincent Defourny, é a falta de recursos adequados, “do jeito que está, não é possível chegar a uma oferta de qualidade”. Hoje, o país investe 4,7% do Produto Interno Bruto (PIB) na área, segundo dados mais recentes do Ministério da Educação.

“Educação de melhor qualidade é um assunto que precisa ficar claro nas prioridades de um governo”, afirmou Vincent. Na comparação, os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) investem, em média, entre e 6% e 7% do PIB.

“Investimentos altos ajudariam a capacitação e melhoria na qualidade dos profissionais que formam os cidadãos brasileiros. O professor é a peça-chave desse processo, por isso deve haver um pensamento e propostas focadas para construção do futuro educacional brasileiro”, completa a tutora do Portal Educação, educadora Thais Elena Carvalho.

Fonte: Assessoria de Imprensa


TAGS: educação, renda, campanha, Brasil, presidente, prioridade

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