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Contaminação atinge 95% dos jalecos médicos

Foram analisados 96 acadêmicos de medicina


28 de setembro de 2010


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Assim como o banho, o jaleco deve ser lavado diariamente já que está em contato com o paciente

Assim como o banho, o jaleco deve ser lavado diariamente já que está em contato com o paciente

O que serve para proteger os médicos do contato com pacientes pode ser o item mais perigoso dentro do hospital: o jaleco. Um estudo da PUC-SP indica que mais de 95% dos jalecos médicos são infectados.

A pesquisa foi realizada pelas alunas Fernanda Dias e Débora Jukemura, sob orientação da professora Maria Elisa Zuliani Maluf. As acadêmicas ainda apontaram que a bactéria Staphilococcus aureus era a principal agente do equipamento.

Entre as principais indagações das pesquisadoras estava a possibilidade de que a maioria dos médicos saia para o almoço, em bares e restaurantes, com o jaleco. O objetivo foi comparar a microbiota - conjunto de microrganismos que habitam um ecossistema - existente nos jalecos, sobretudo na região do punho e na pele dessas pessoas, com a dos não usuários.

Foram comparados dados de 96 estudantes de Medicina, distribuídos nos seis anos da graduação, que atuam na enfermaria da clínica médica do hospital. A metade usava jalecos de mangas longas e a outra metade não.

De acordo com as pesquisadoras o índice de contaminação foi surpreendente. “Essa elevada taxa de contaminação pode estar relacionada ao contato direto com os pacientes, aliada ao fato de os microrganismos poderem permanecer entre dez e 98 dias em tecidos, como algodão e poliéster”.

“Na verdade, esse tipo de dado não é novidade no meio científico. A flora bacteriana da pele de pessoas que trabalham em hospital é muito diferente de pessoas não pertencentes a esse meio de trabalho”, aponta o farmacêutico bioquímico, Ronaldo de Jesus costa, tutor do Portal Educação.

Isso ocorre, segundo Ronaldo, porque o hospital é um local com tendência natural, exatamente pelo tipo de serviço prestado e público atendido, a possuir no ambiente bactérias específicas em grande quantidade. “É importante ressaltar que em regras de controle biológico os jalecos devem ser lavados após cada jornada de trabalho, transportados em sacos plásticos fechados. Nada mais natural, já que adotamos o jaleco como segunda pele. Assim, se é hábito o banho diário para limpeza da pele, também deve ser a lavagem do jaleco”, finaliza o tutor.

Fonte: Assessoria de Imprensa


TAGS: jalecos, médicos, lavar, pacientes

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