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A videofluoroscopia endoscópica e sua importância para a deglutição.


5 de janeiro de 2011


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A  videofluoroscopia endoscópica e sua importância para a deglutição.

A condução correta do conteúdo deglutido pelo indivíduo através do esôfago tem uma  importância ímpar. Muitas patologias alteram a fisiologia da deglutição, o conforto e estado nutricional do paciente, interferindo diretamente na qualidade de vida e hábitos sociais do mesmo. Costa (2003, p.307) afirma que “o esôfago tem a evidente função de conduzir o bolo alimentar da faringe até o estômago, embora não considere adequado considerá-lo um mero tubo de passagem”.

A atuação fonoaudiológica junto às patologias que apresentam alteração de deglutição, ou disfagia, requer destreza do terapeuta tanto no processo de avaliação do sistema estomatognático e funções relacionadas, como no planejamento terapêutico. Dependendo do grau de disfagia, o paciente pode fazer uma broncoaspiração considerável, que o leva a óbito.

As equipes hospitalares têm inserido cada vez mais o fonoaudiólogo como profissional fundamental nas condutas avaliativas e terapêuticas de pacientes que estão internados em CTIs, que encontram-se com dieta suspensa, fazendo uso de alimentação parenteral e necessitam apresentar alimentação segura para alta hospitalar.

Atualmente, alguns exames complementares tem auxiliado na identificação das disfagias, um bom exemplo é a videofluoroscopia endoscópica. Este exame permite o registro da forma e da função do esôfago em toda sua extensão e em tempo real. Para Costa (2003, p.310), através da videofluoroscopia “é possível registrar as características do órgão em repouso e suas variações em resposta às solicitações funcionais; contrações peristálticas, variações da dinâmica associada a distúrbios motores (contrações terciárias), aberrações luminares localizadas, como nas formações diverticulares, ou gerais, como no dolico e megaesôfago. Fluxo e refluxo, retardos de trânsito, compressões extrínsecas pulsáteis ou não, projeções intraluminares e acalasia são fenômenos facilmente identificados e registrados pela videofluoroscopia, permitindo reprodução e reanálise.”

O paciente ingere uma solução de contraste de bário, o exame é iniciado, a deglutição é “filmada” e o profissional consegue identificar tanto o grau de disfagia quanto o local exato da alteração fisiológica, pois todas as fases da deglutição são visualizadas no decorrer do exame, desde a fase oral até as fases faríngea e esofágica. O fonoaudiólogo deve sempre que necessário solicitar exames de imagem que auxiliem em seus diagnósticos, isso proporciona uma segurança tanto para o terapeuta quanto para o paciente em relação ao diagnóstico e condutas adequadas.

Autora:  Carolina Cysne

Fonoaudióloga  especialista em Motricidade Orofacial

Tutora em EAD – Portal Fonoaudiologia

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Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.

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